A terra é – ou deve ser – Planíssima. Nós, os bobos, é que não enxergamos tanta ciência

A terra é – ou deve ser – Planíssima. Nós, os bobos, é que não enxergamos tanta ciência

 
Lênio Sreck faz um desabafo. Fala de sua preocupação com o COVID e do charlatanismo embutidos em Fakes news, negacionismos que induzem e tem por objetivo alienar a população 
 
Se há uma coisa deletéria para uma sociedade em crise é o charlatanismo.
Ouvi e vi – agora – pela enésima vez uma Igreja (neo)pentecostal (Internacional – porque tem a Mundial e a Universal também) FALANDO da cura da COVID pela oração!!!!
Quanto egoísmo, não? Poderiam ter salvado mais de 170 mil pessoas, orando!!!! Um pouco de sarcasmo é indispensável.
Ou enlouqueceremos!!!
Até quando negacionismos, charlatanismos, Fake News e quejandos serão tidos como verdades por uma população alienada?
 
Doutor em Direito do Estado (UFSC); Pós-Doutor em Direito Constitucional (Universidade de Lisboa); Membro Catedrático da Academia Brasileira de Direito Constitucional (ABDCONST); Membro da Comissão Permanente de Direito Constitucional do Instituto dos Advogados Brasileiros (IAB) e do Observatório da Jurisdição Constitucional do Instituto Brasiliense de Direito Público (IDP). Ex-Procurador de Justiça do Estado do Rio Grande do Sul. Âncora do programa Direito e Literatura da TV Justiça. Colunista da Rádio Justiça, com o programa Compreender Direito. Professor Emérito da EMERJ; Professor titular da UNISINOS-RS e UNESA-RJ; Professor Visitante de universidades brasileiras e estrangeiras; autor de mais de 40 livros e 250 artigos em revistas especializadas em diversas línguas; Presidente de Honra do Instituto de Hermenêutica Jurídica; criador da Crítica Hermenêutica do Direito (CHD). Coordenador do Núcleo de Estudos Hermenêuticos (DASEIN).
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Era novembro de 2014. Primeiro fim de semana do mês. Plena campanha da Dilma. Fim de tarde na RPPN Linda Serra dos Topázios, do Jaime Sautchuk, em Cristalina, Goiás. Jaime e eu começamos a conversar sobre a falta que fazia termos acesso a um veículo de informação independente e democrático, mas com lado. Ali mesmo, naquela hora, resolvemos criar o nosso. Um espaço não comercial, de resistência. Um trabalho de militância, tipo voluntário, mas de qualidade, profissional.
Jaime propôs um jornal; eu, uma revista. O nome, Xapuri, eu escolhi (ele queria Bacurau). Dividimos as tarefas. A capa ficou com ele, a linha editorial também. Correr atrás de grana ficou por minha conta. A paleta de cores, depois de larga prosa, ele escolheu (eu queria verde-floresta).
Fizemos a primeira edição da Xapuri lá mesmo, na Reserva, praticamente em uma noite. Já voltei pra Brasília com uma revista montada e com a missão de dar um jeito de diagramar e imprimir.
Nos dias seguintes, o Jaime veio pra Formosa, pra convencer minha irmã Lúcia a revisar a revista, no modo grátis. Daqui, rumamos pra Goiânia, pra convidar o arqueólogo Altair Sales Barbosa para o Conselho Editorial. Altair foi o nosso primeiro conselheiro. Até a doença se agravar, Jaime fez questão de explicar o projeto e convidar, ele mesmo, cada pessoa para o Conselho.
O resto é história. Jaime e eu trilhamos juntos uma linda jornada. Depois da Revista Xapuri veio o site, vieram os e-books, a lojinha virtual (pra ajudar a pagar a conta), os podcasts e as lives, que ele amava. Em 80 meses, Jaime fez questão de decidir, mensalmente, o tema da capa e, quase sempre, escrever ele mesmo a matéria.
Na tarde do dia 14 de julho de 2021, aos 67 anos, depois de longa enfermidade, Jaime partiu para o mundo dos encantados. No dia 9 de julho, quando preparávamos a Xapuri 81, pela primeira vez em sete anos, ele me pediu para cuidar de tudo. Foi uma conversa triste, ele estava agoniado com o agravamento da doença e com a tragédia que o Brasil enfrentava. Não falamos em morte, mas eu sabia que era o fim.
É isso. Agora aqui estou eu, com uma turma fantástica, tocando nosso projeto, na fé, mas às vezes falta grana. Você pode me ajudar a manter o projeto assinando nossa revista, que está cada dia mió, como diria o Jaime. Você também pode contribuir conosco comprando um produto em nossa lojinha solidária (lojaxapuri.info) ou fazendo uma doação via pix: contato@xapuri.info. Gratidão!
Zezé Weiss
Editora

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