James Harrison, o australiano que já salvou 2,2 milhões de vidas, graças ao seu sangue raro.

O plasma sanguíneo de James Harrison é usado na criação de uma vacina aplicada em mães para evitar que seus bebês sofram da doença de Rhesus, também conhecida como doença hemolítica ou eritroblastose fetalem. Em mais de uma década, ele já fez mais de 984 doações de sangue.

A doença causa incompatibilidade entre o feto e a mãe e acontece quando o sangue da mãe é Rh- e, o do bebê é Rh+. Após uma primeira gravidez nestas condições ou após ter recebido uma transfusão contendo sangue Rh+, a mãe cria anticorpos que passam a atacar o sangue do bebê. Vacina Anti-D previne a formação de anticorpos contra eritrócitos Rh-positivos em pessoas Rh-negativas. O sangue de Harrison, de 74 anos, no entanto, é capaz de tratar essa condição mesmo depois do nascimento da criança, prevenindo a doença. Antes da vacina Anti-D, Rhesus era a causa de morte e de danos cerebrais de milhares de recém-nascidos na Austrália.

James ficou conhecido como “o homem com o braço de ouro”. Em 2003, ele recebeu uma medalha do Guinness por, até àquela data, ter doado 480 litros de sangue. Ele salvou inclusive a vida do próprio neto.

O motivo que levou este senhor a tornar-se um recordista mundial na doação de sangue é fácil de entender. Com apenas 14 anos, ele foi submetido a uma operação cardíaca, tendo sobrevivido à custa de transfusões de 13 litros de sangue. Foram, aliás, essas transfusões a originar o aparecimento do anticorpo.

Seu sangue foi considerado tão especial que o australiano recebeu um seguro de vida no valor de um milhão de dólares australianos, o equivalente a R$ 1,8 milhão.

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