Licenciamento recorde de agrotóxicos: 52 produtos tóxicos liberados em 47 dias. Mais veneno na dieta de todo mundo

Do: hypeness

Enquanto a execução do Hino Nacional nas escolas está no centro do debate, o governo Bolsonaro libera sem alarde licenciamento recorde de agrotóxicos. A notícia foi publicada no blog do jornalista André Trigueiro no G1.

Tereza Cristina, indicada pela bancada ruralista para o comando do órgão, justifica dizendo que todos os ingredientes dos novos itens são comercializados no Brasil. No entanto, com o aval do Ministério da Agricultura, eles têm sinal verde para serem incorporados por empresas e combinados com outros químicos. Agora, o Brasil acumula 2.123 produtos elaborados com agrotóxicos em circulação.

A bancada ruralista ganha força com Bolsonaro

Entre os venenos prontos para entrar no Brasil está o Mancozebe – utilizado no arroz, banana, feijão, milho e tomate. Tem outro, o Piriproxifem – indicado para café, melancia, soja e melão. Detalhe, os produtos extremamente tóxicos farão parte da dieta da maioria das famílias brasileiras. Mas são seguros, pelo menos é o que diz o Ministério da Agricultura.

A bancada ruralista indicou o nome de Tereza Cristina

Veneno no prato

Além de colocar a vida de seres humanos em risco, os agrotóxicos são perigosos para o meio ambiente. Segundo classificação oficial, 14 são “muito perigosos” e outros 12, considerados “perigosos” ao meio ambiente.

Somente três integram o grupo de baixa toxicidade – o menor nível da classificação toxicológica: Bio-Imune, Paclobutrazol 250 e o Excellence Mig-66, voltados para culturas de manga e até mesmo para a agricultura orgânica. Em 2018, 450 agrotóxicos foram registrados no Brasil e somente 52 são de baixa toxicidade.

Ricardo Salles quer revisar multas aplicadas pelo Ibama

Dos 40 agrotóxicos aprovados no Brasil, apenas 11 são autorizados pela União Europeia. O Fipronil é proibido na França desde 2004, acusado de dizimar enxames de abelhas. A inseticida age nas células nervosas de insetos e é utilizada em plantações de maçã e girassol.

“Na França, os apiários registravam morte de cerca de 40% das abelhas, a partir daí países da Europa começaram a proibir o Fipronil, que continua permitido no Brasil mesmo após sofrermos impactos semelhantes”, declarou ao Repórter Brasil Murilo Souza, professor de recursos naturais do Cerrado na Universidade Estadual de Goiás.

O movimento mostra a força da bancada ruralista no Congresso Nacional. Além da ministra da Agricultura, os parlamentares contam com Ricardo Salles – ministro do Meio Ambiente que chamou o ativista Chico Mendes de “irrelevante” – como coringa para a aprovação do chamado Pacote do Veneno.

Segundo escreveu André Trigueiro, a aprovação do PL 6299/2002, em comissão especial do Congresso, possibilitou a tramitação de um pacote que vai diminuir os poderes do Ibama e da Anvisa – responsáveis pelo meio ambiente e saúde, respectivamente.

Fonte: Hypeness

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