A atividade poética é revolucionária por natureza e Pedro Tierra numa estreita relação entre  resistência, cultura e política faz homenagem a Chico Mendes com um toque de revolta, de protesto, mas também de esperança

O grito verde que anda

Francisco. Chico. Chico Mendes.

Seringa. Seringueiro. Seringal.

Legião de homens e sonhos.

Verde rompendo o verde.

Punhal aceso na memória

da água, da pedra, da madeira.

Dos homens?

A sumaúma, a seringueira,

a pedra do monte Roraima,

o sangue que mina do tronco

nos seringais de Xapuri indagam:

onde a sombra exilada de Chico Mendes?

Organizador dos ventos gerais

que combatem depois das cercas,

de todas as cercas da terra…

Chico: um grito verde que não cessa.

 

Pedro Tierra. Escritor. Poeta da Resistência.

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