Alguém escreveu isso no face, a título de provocação ou desafio. Vou supor se tratar apenas de falta de informação, e tentarei responder com base na minha experiência pessoal de 20 anos de jornalismo no Acre, Amazônia Ocidental.

Os ambientalistas estavam em toda parte.

Estavam trabalhando em órgãos do governo federal e estadual, que lograram obter resultados positivos no combate às queimadas e ao desmatamento ilegal. Os dados são públicos.

Tinham ambientalistas trabalhando para criar o Zoneamento Ecológico Econômico do Acre (ZEE) justamente para dimensionar produção e preservação.

Tinham ambientalistas trabalhando nas Resex criando projetos alternativos dos mais variados desde a fruticultura, extração de óleos vegetais, artesanato, além dos trabalhos que foram feitos para reabilitar a borracha e a castanha.

Tinham ambientalistas atuando através das ONGs é claro, que levaram a cabo diferentes projetos nas comunidades ribeirinhas. O último que tive contato foi com o de repovoamento de quelonios nos rios do Alto Juruá.

No Acre houve ainda essa aproximação entre o pensamento ambiental e indígena, trazendo experiências por exemplo, como as agroflorestas.

O ambientalismo também ajudou a frutificar o ecoturismo no estado, que hoje gera receita e renda. As pessoas que se envolvem nessa atividade, sempre tem algum grau de comprometimento com o pensamento ambiental.

Sem contar que houveram programas de prevenção e combate às queimadas que recebiam verbas do Fundo Amazônia.

Se essas ações não foram suficientes para extinguir as queimadas para sempre, ao menos deram importante contribuição para sua diminuição.

Como tudo, são ações que dependem de políticas governamentais e apoio financeiro internacional, mas a prova de que tais políticas tiveram alguma efetividade é justamente que agora, com a retirada destas salvaguardas, é observado um aumento de 83% nas queimadas.

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