Boa noite a todos e todas, meus Txai,

Neste exato momento estou na cidade de Tarauacá, minha terra natal. Nesta viagem que estou realizando para me juntar ao meu casal de filhos, Mana e Lara Flor, até aqui já percorri 400 km da BR 364. Ainda tenho pela frente mais 300 km. Nos 400 km já percorridos vi muito fogo e muita fumaça. Achei isto muito horrível e ao mesmo tempo muito sério.

Sério ao ponto de me sentir obrigado a, através desta rede social me dirigir aos meus conterrâneos acreanos pedindo a todos que não sigam os maus exemplos deixados pela cruel, desumano e irresponsável discurso do atual governo do nosso estado do Acre, especialmente quando ele autoriza as queimadas dizendo que ninguém pague multa por derrubar e queimar a floresta. Não façam isso meus irmãos. A floresta é nossa mãe e nossa vida. Nós precisamos por a nossa casa em ordem ou não haverá progresso.

Quero aqui agradecer a todos e todos são todos que de uma forma ou de outra contribuíram comigo nesta viagem delicada. Estrada longa, carro carregado e muitos buracos na estrada. Quero agradecer aos amigos e amigas que tanto tem me acompanhado nesta missão, quanto tem me ajudado financeiramente com a gasolina e o concerto do meu carro que terminou quebrando ainda a 50 km de Sena Madureira.

Agradecer ao dono da Oficina , os mecânicos, as mocinhas do atendimento e em especial o rapaz do guincho que sem medir esforços foi comigo buscar meu carro na estrada para que pudesse ser consertado. Muito obrigado a todos e todas e apesar do cansaço da estrada. O que eu queria mesmo hoje, mesmo de luto pelo falecimento da minha Rena que agora já mora com Deus era um violão afinado para que eu pudesse cantar aqui para meu povo a música Tarauacá.

Carinhos do

Txai Antônio Macêdo (Sertanista pela FUNAI, acreano, indigenista. Passou a vida na luta junto aos povos indígenas no AC)

Fonte: Facebook

 

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