Por Iêda Vilas-Bôas  

Por quantas dores já passou Dodora?

E quantas flores plantou?

Com quantos bons odores nos presenteou?

Um bolo, uma sopa quentinha,

O café pontual.

Quantas vezes nos advertiu,

Nos ensinou, aconselhou

Com

Seu jeito tão próprio de nos criticar,

adular, cobrar, exigir…

Dodora tão forte em seu corpo franzino.

Dodora esquece de quase tudo,

Mas se lembra de mim

Em

Sua extensa vida!

Dodora, a mãe, a avó, a bisa, a guerreira,

O baluarte da família.

Dodora, aos 103 com desejos de

Que todos comam muito e bem, mas

Que arrumem a cozinha.

Dodora que não se esquece dos amigos

E bichos que adotou, como poderemos

Nos esquecer de você???

 

Para você, minha boa amiga!

Desejo que a vida sempre lhe sorria!

Amor! Dodora!

Iêda Vilas-Bôas – Escritora, em homenagem a Maria das Dores Medeiros, Dodora, em seu aniversário de 103 anos, completados em 3 de março de 2020. Dodora nasceu no ano de 1917. É mãe de Elisa Maria Medeiros , Lúcia Maria Medeiros (falecida) Célia Maria Medeiros Marques, avó de Érika e Alessandro, bisavó de Gabriel Mackenzie e de Eduardo Mackenzie, do Alberto e da Mariana. É sogra de Gerson Marques, e faz parte dessa querida família o Marcelo, esposo de Érika, o Gilberto e a Adriana. Dodora é viúva de um dos maiores construtores que passou por essas terras, o arquiteto Alberto Silveira Medeiros. Foi ele quem deu ar moderno à Formosa nos idos de 1940/50. Ainda hoje, suas construções se destacam, por exemplo, a casa de Ari Ornelas, o Posto Texaco, o Hotel Imperatriz.

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