Deu a louca na Prefeitura do Rio de Janeiro?

A Prefeitura do Rio de Janeiro planeja fazer uma rodoviária de grande porte no local das antigas Cavalariças Imperiais, exatamente ao lado da Quinta da Boa Vista (antigos Jardins Imperiais) e do Paço Imperial de São Cristóvão (hoje o Museu Nacional), informa o site da Defender.

O palácio foi residência da família real portuguesa de 1808 a 1821, pertenceu à família imperial brasileira de 1822 a 1889, abrigou a primeira Assembleia Constituinte Republicana de 1889 a 1891 e é sede do Museu Nacional desde 1892.

Criado por Dom João VI em 6 de junho de 1818 com o nome de Museu Real e sediado inicialmente no Campo de Santana, o Museu originalmente serviu para promover o progresso cultural e econômico do Império. Localizado no interior do Parque da Quinta da Boa Vista, o Museu hoje está voltado para preservação do patrimônio e para a difusão científica e cultural brasileira.

Originalmente denominado de Museu Real, o Museu foi incorporado à Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ em 1946 e se transformou em um dos mais importantes museus brasileiros e no maior museu de história natural e antropológica da América Latina.

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foto: Celso Pupo Rodrigues

Segundo a Defesa Civil do Patrimônio Histórico (www.defender.org.br), entidade fundada em 2002, autora da informação sobre este iminente dano irreparável ao patrimônio histórico, científico e cultural do povo brasileiro, o plano original da Prefeitura era transformar o espaço em área pública de lazer, mantendo suas características de época, incluindo as áreas verdes.

Porém, diz o site, a área pública das Cavalariças Imperiais passou por uma privatização de forma obscura e apressada, sem qualquer debate público, sem a realização de qualquer impacto viário (pré-requisito básico) e sem a devida consulta aos órgãos de proteção do patrimônio, como o IPHAN.

O projeto, que segundo o Defender, vem sendo tocado às escondidas, quase em segredo, atenta contra o Patrimônio se, se executado, cometeria um genocídio cultural e histórico contra o Brasil e contra o Rio de Janeiro, pois os prédios e a paisagem não suportariam o trânsito de ônibus, nem a construção dos viadutos previstos.

A única forma de deter essa insanidade, afirma o site, é promover a exposição pública para que a sociedade possa se mobilizar para evitar essa tragédia.

Adesões ao abaixo-assinado em andamento podem ser feitas no www.defender.org.br.

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foto: pt.wikipedia.org

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