Eclipse: Em pouco mais de dois minutos. Nada mais que isso!

Por: Maria Félix Fontele –

Ela, a faceira Lua, colocou-se entre a Terra e o Sol e apagou, por alguns instantes, o facho fogoso do astro rei, ou pelo menos impediu-o de chegar por aqui. Até o sol tem seu momento sinistro, no puro estilo “estou fechado para balanço”. Ainda mais do nosso ponto de vista, de habitantes de quinto planeta do sistema solar, tão pequeno e insignificante em termos cósmicos, de que o sol se escondeu atrás da lua. Ele que pode abrigar mais de 1 milhão de terras. Mas a brava e miúda lua, igual Davi a enfrentar o gigante Golias, tem também átimos de glória.

Prato cheio para astrólogos e espiritualistas com seus porta-vozes a disseminarem impressionantes notícias pela internet e pelos meios de comunicação em torno do eclipse solar. Em clima de suspense, alguns previram que, após a tênue escuridão, virão mais turbulências em nosso já combalido e sofrido planeta, especialmente lá para as bandas dos Estados Unidos, onde o fenômeno foi total e intenso, podendo, inclusive, desarrumar a claudicante cabeleira de Donald Trump.

Eu mesma entrei na onda e, às 15h em ponto, juntei-me a uma corrente de oração pela paz mundial e meditei profundamente, a esvaziar a mente e a deixar os reinos do silêncio, da plenitude pacífica e da espiritualidade tomarem conta de tudo, enquanto ouvia somente o canto dos passarinhos.

Logo lembrei-me da mensagem de uma amiga que mora nos Estados Unidos dizendo que, pela manhã, as pessoas acotovelavam-se nas lojas por um par de óculos apropriado para se ver o eclipse. E que outras acreditavam, piamente, que essas sombras estão associadas ao Apocalipse de São João, o qual cita o aparecimento de “uma mulher vestida de sol sobre a Lua….” como sendo o prenúncio do final dos tempos.

Previsões à parte, o certo é que, na meca do capitalismo, na sociedade massificada de consumo americana, os olhos de todos voltaram-se hoje para os céus. Depois, claro, da gastança insuflada pela indústria do entretenimento, a anunciar, incessantemente, que, pela primeira vez, em 99 anos, um eclipse total iria cruzar os EUA de costa a costa! Enfim, mais um dia se vai. Contudo, fiquei mais calma, a esperar que a chuva caia por aqui e minimize a seca abrasadora que nos envolve, pois o tempo nublou.

ANOTE AÍ:

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Maria Félix Fontele, poetisa, jornalista, editora, escritora e ghost writer na empresa  Marianete, trabalhou como chefe de reportagem no jornal Correio Braziliense, da capital federal do Brasil e também no Governo do Distrito Federal. Maria Felix Fontele é casada com o poeta e cordelista Gustavo Dourado, presidente de Academia Taguatinense de Letras do Distrito Federal, com Gustavo Dourado, com quem tem dois filhos: Gustavo e Elias.
Foto interna: Acervo Maria Félix Fontele

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