A anta-brasileira (Tapirus terrestris), conhecida simplesmente como anta ou tapir, é o maior mamífero terrestre do Brasil e o segundo da América Latina. Pesa cerca de 300 kg e chega a alcançar 240 cm de comprimento. Ocorre em áreas de floresta e em campos abertos, sempre perto dos cursos de água, desde o sul da Venezuela até o norte da Argentina.
Frugívora, a anta é um animal importante para a manutenção dos ecossistemas onde vive e cumpre papel fundamental na dispersão de sementes e na conexão entre diferentes habitats, em especial com o Cerrado, um dos biomas mais ameaçados do Brasil.
Listada como vulnerável pela União Internacional para a Conservação da Natureza e dos Recursos Naturais (IUCN), a anta vive solitária em territórios de cerca de 5 km² de área, por cerca de 35 anos, em média. De reprodução lenta, com uma gestação que pode durar mais de 400 dias, a fêmea só pare um filhote por vez.
No Brasil, a anta já desapareceu da Caatinga e encontra-se em situação crítica nas regiões remanescentes de Mata Atlântica.

 

Um estudo do IPÊ (www.ipe.org.br), realizado pela Iniciativa Nacional para a Conservação da Anta Brasileira (INCAB), divulgado em outubro de 2018, revelou que as antas estão sofrendo sérios riscos de saúde na região do Cerrado do Mato Grosso do Sul (MS), sobretudo pelo uso de agrotóxicos e pela contaminação ambiental das áreas onde vivem.
O estudo apresenta o animal como uma ‘espécie sentinela’, capaz de demonstrar os riscos presentes no meio ambiente, onde também vivem outras espécies da fauna, animais domésticos e comunidades rurais. Além das pesquisas sobre o impacto dos agrotóxicos na espécie, os pesquisadores também monitoram o atropelamento de antas nas rodovias do MS, fazem estudos de ecologia e uso da paisagem, e colhem dados sobre a saúde e a genética dos tapires.
Os resultados de todas essas análises são utilizados para desenvolver estratégias de redução das ameaças que atingem não somente a Tapirus terrestris, mas todo o ambiente e todas as formas de vida que nele habitam, incluindo a vida humana.

Salve! Este site é mantido com a venda de nossas camisetas. É também com a venda de camisetas que apoiamos a luta do Comitê Chico Mendes, no Acre, e a do povo indígena Krenak, em Minas Gerais. Ao comprar uma delas, você fortalece um veículo de comunicação independente, você investe na Resistência. Comprando duas, seu frete sai grátis para qualquer lugar do Brasil. Visite nossa Loja Solidária, ou fale conosco via WhatsApp: 61 9 9611 6826.

Comentários

%d blogueiros gostam disto: