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As aves de rapina são conhecidas por suas incríveis habilidades de caça, permitidas devido a algumas peculiaridades que tornam essas aves diferentes das demais, como bico curvo e afiado, garras fortes e afiadas, excelente visão e audição, além de um voo ágil e preciso.

Algumas espécies caçam durante a noite e outras durante o dia; no entanto, o que essas aves realmente possuem em comum é a importância no equilíbrio ecológico nos locais onde vivem. As rapinas atuam como estabilizadoras da população de presas no ecossistema, evitando desequilíbrio ecológico pelo aumento descontrolado de populações de determinados animais.

O gavião-carijó Rupornis magnirostris (Gmelin, 1788), pertence à família Accipitridae, que, de acordo com o Comitê Brasileiro de Registros Ornitológicos (CBRO, 2010), possui 48 espécies distribuídas pelo Brasil. Também é conhecido em algumas regiões como indaié, inajé, gavião-pega-pinto e gavião-pinhel, sendo uma das espécies de aves de rapina presentes na Caatinga.

Esse gavião constrói o ninho com gravetos em árvores altas e durante o período de incubação dos ovos a fêmea é alimentada pelo macho. Sua dieta é baseada em insetos, lagartos, roedores e aves menores, motivo pelo qual muitas vezes é perseguido e afugentado pelos bem-te-vis, que defendem seus filhotes do ataque de predadores, nem sempre com vantagem. Para se ter uma ideia, durante o período de cerca de um mês em que os filhotes do gavião-carijó ficam no ninho, mais de trinta presas podem ser abatidas.

Segundo especialistas, a fragmentação do ambiente natural, a caça e a perseguição são fatores que contribuem para o declínio dessas espécies. Pois, devido ao hábito de caça ativa das aves rapinantes, é comum ocorrerem ataques às criações domésticas de galinhas, ocasionando muitas vezes perseguição por parte dos criadores, que se sentem prejudicados.

Contudo, existem alternativas para se evitar esse tipo de problema, uma delas é a preservação do ambiente onde os gaviões habitam; a outra trata-se da criação de galinhas ou outras aves domésticas em ambiente protegido com tela, podendo ser encontrados diversos modelos que sejam adequados às condições do produtor.

Somado a tudo isso, deve-se sensibilizar as pessoas sobre a importância ecológica dessas espécies rapinantes, principalmente através da troca de conhecimentos.

Eduardo Henrique de Sá Júnior – Estudante de Agronomia na UFRPE, administrador da página Viva Caatinga, fotógrafo da natureza.

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