Biodiversidade: O guaxinim, ou mão-pelada, ou guará,  na Caatinga

O guaxinim (Procyon cancrivorus) também é conhecido como mão-pelada, guará, cachorro-do-mato-guaxinim ou cachorrinho-guaxinim. Com distribuição geográfica ampla na América do Sul e Central, desde o Uruguai até o Panamá, ocorre em todos os biomas do Brasil.

Os guaxinins têm hábitos noturnos. Durante o dia permanecem escondidos em ocos de árvores e locais de vegetação muito densa. Por isso nem sempre são vistos.

Esses animais habitam locais próximos às fontes de água, como rios, riachos, córregos e lagoas, onde se alimentam de frutos, insetos, anfíbios e outros pequenos animais.

Nas regiões mais secas da Caatinga, as fontes hídricas são limitadas e as chuvas não ocorrem na maior parte do ano, fazendo com que os guaxinins dependam das raras fontes de água e das matas ciliares, cada vez mais ameaçadas pelas perturbações antrópicas e adversidades climáticas.

A relação do guaxinim com o ser humano não é tão conflituosa devido, além de seu hábito noturno, à sua incrível habilidade de encontrar os melhores esconderijos, deixando apenas pegadas que são vistas no dia seguinte. Contudo, há relatos de perseguições contra esta espécie em locais onde se cultiva melancia, porque os guaxinins costumam perfurá-las para se alimentarem.

No Sertão de Pernambuco, o guaxinim é chamado de guará. De forma geral, no Brasil, diversas pesquisas indicam que esta espécie não se encontra em risco de extinção. E as principais ameaças relatadas são os atropelamentos nas rodovias, doenças transmitidas por animais domésticos e destruição do ambiente natural.

ANOTE AÍ:

 

Eduardo Henrique de Sá Junior reside em Floresta, no estado de Pernambuco. Além de estudante, Eduardo Henrique é também fotógrafo da natureza e um estudioso das vidas e dos aconteceres da Caatinga, cujo nome vem do tupi Caa – Tinga (mata branca). Eduardo Henrique contribui mensalmente com matérias para a revista Xapuri e mantém, no Facebook, a página Viva Caatinga.

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