Carnívoras: As plantas que comem insetos

Por: Eduardo Pereira  

Desde que me entendo por gente, ouço falar de plantas carnívoras. Quando eu era criança, tinha um medo danado de ser engolido por uma delas. Mas, para os humanos, essas plantinhas, chamadas carnívoras ou insectívoras, são inofensivas. A maioria delas é de pequeno porte e, geralmente, as espécies são bastante delicadas e muito antigas. Existem fósseis de plantas carnívoras de cerca de 60 milhões de anos. Tanto tempo passado, elas permanecem presentes na nossa flora e podem até ser cultivadas em jardins caseiros.

Essas plantas, assim como todos os outros vegetais, são autotróficas (produzem seu próprio alimento) e realizam a fotossíntese para a autonutrição, mas, como vivem em áreas tropicais e subtropicais com solos pobres em nutrientes, ganharam da natureza a capacidade de capturar pequenos seres vivos para complementar os nutrientes de sua dieta. Para isso, suas folhas foram equipadas com uma substância pegajosa, chamada mucilagem, e atuam como armadilhas para capturar suas presas.

As plantas carnívoras foram descobertas em 1768 pelo botânico inglês John Ellis, que ficou maravilhado com o processo de captura de insetos de uma carnívora chamada Dionaea Muscipula. Um século depois, o naturalista Charles Darwin, criador da Teoria da Evolução das Espécies, publicou um livro chamado

Insectivorous Plants”, que se tornou a primeira obra dedicada às plantas carnívoras.

Segundo a Ciência, existem cerca de 600 espécies de plantas carnívoras no mundo, a maioria delas em regiões tropicais e subtropicais, especialmente em locais onde o solo apresenta poucos nutrientes. Essas espécies estão divididas em seis famílias, das quais duas são encontradas no Brasil.

Fontes:
http://plantas-carnivoras.info/
https://brasilescola.uol.com.br/biologia/plantas-carnivoras.htm

Eduardo Pereira
@weiss_guru

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