Soube da Mapati nos quintais das aldeias indígenas do povo Tikuna na região de Tabatinga, que faz divisa terrestre com a cidade colombiana de Letícia, na Amazônia ocidental.

Conhecida também como embaúba de vinho, uva taranga preta, cucura e pouroma, que em tupi significa “árvore que ronca”, porque, segundo as crianças indígenas, o vento em suas folhas grandes a faz roncar.

A Mapati é mesmo parecida com a uva, só que seus frutos carnudos e translúcidos são bem maiores, medem de 2 a 4 cm.

Nas casas Tikuna, a Mapati é oferecida em forma de suco, como sinal de hospitalidade. Nas ruas de Tabatinga, seus cachos imensos são vendidos principalmente por jovens indígenas.  Além do costumeiro suco, os frutos também são utilizados em receitas de doces, bolos e sorvetes.

Mais precisamente, conheci a árvore no quintal do meu amigo Adir Tikuna, que fica na floresta, a poucos quilômetros da cidade de Benjamin Constant, no estado do Amazonas.

É uma árvore muito bonita e alta, a que vi tinha no mínimo uns 10 metros, de tronco cilíndrico, cor cinza-claro, mais para o esbranquiçado. Lá do alto da copa, que tem o formato de uma sombrinha aberta, brotam os lindos cachos arroxeados da deliciosa Mapati.

Em alguns locais da Amazônia, a Mapati é utilizada em projetos de reflorestamento, porque cresce rápido, produz precocemente (em até dois anos), alimenta uma grande quantidade de animais, e faz alegria da criançada, que se lambuza com seus deliciosos frutos adocicados.

Fonte:  http://aventuras-de-ana-helena.blogspot.com.br/2012/09/mapati-uva-da-amazonia.html

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