Caça aos animais: Pesquisa do Ibope reflete unanimidade da população contra abusos cometidos contra a natureza, diz diretor de ONG ambientalista

Uma pesquisa realizada pelo Ibope para a WWF-Brasil mostrou no mês passado que 93% da população brasileira desaprova que o governo libere a caça de animais silvestres. “É praticamente uma unanimidade na população ser contra a ideia de liberar a caça. É só parar para pensar: as pessoas gostam da natureza, elas não querem que se saia matando animais silvestres por esporte, passatempo ou negócio”, afirmou Warner Bento Filho, analista de Políticas Públicas da organização.

O estudo foi usado também para criticar as últimas propostas apresentadas pelo governo do presidente Jair Bolsonaro, que disse no começo de junho que o Congresso deve votar ainda no primeiro semestre um projeto de lei que estabelece a permissão para produtores rurais portarem armas de fogo. Bento Filho também critica a transferência do Serviço Florestal Brasileiro (SFB) do Ministério do Meio Ambiente (MMA) para o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa).

“Se você olha cada decreto ou projeto que circula pelo Congresso isoladamente, não vê. Mas, quando se olha as decisões de uma forma macro, juntas, é possível ver este desmonte”, disse ele.

Atualmente, a Polícia Federal  a Operação Urutau funcionando especificamente contra o tráfico de animais silvestres. A ação é feita em conjunto com o Ministério Público Federal, com a Polícia Militar Ambiental do Estado de São Paulo e o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama). Espécies em risco de extinção, como o Macaco-prego, Ararajuba, Arara-canindé, Arara-vermelha, Tucano-toco e Papagaio-verdadeiro estão entre os mais buscados por traficantes de animais.

Eles são vendidos através de páginas na internet e redes sociais nos estados de São Paulo, Mato Grosso, Minas Gerais e Pará. As investigações apontam ainda que, em alguns casos, eram falsificadas notas fiscais das vendas.

Em maio, um movimento internacional liderado pela organização não governamental (ONG) Compassion in World Farming realizou uma série de eventos relacionados ao Dia Internacional contra a Exportação de Gado Vivo (celebrado no dia 14 de junho). A ideia era mostrar como é possível realizar mudanças no processamento de alimentos desde a engenharia de produção até o consumo dos clientes, na ponta da cadeia produtiva.

O movimento foi iniciado em 2017, mas o Brasil aderiu apenas no ano passado, quando a mobilização envolveu 33 nações. De acordo com a diretora de Educação do Fórum, geógrafa Elizabeth MacGregor, embora existam leis que determinem tratamento humanitário para o transporte de gado vivo, “a questão do bem-estar animal é zero”. No Brasil, a exportação ainda é ruim economicamente, porque representa apenas 1% de tudo que é produzido em termos de pecuária para consumo humano.

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