O mocó (Kerodon rupestris Wied-Neuwied, 1820) é uma espécie de mamífero endêmico do Nordeste brasileiro, frequentemente encontrado nos afloramentos rochosos da Caatinga.

Seu nome deriva do tupi mo’kó, que significa “animal que rói”. Pertence à família Caviidae, que inclui outros roedores presentes na América do Sul como o preá e a capivara, cuja característica marcante é a cauda atrofiada.

O mocó alimenta-se de folhas, frutos e sementes de plantas da Caatinga. Quando a população desse roedor aumenta excessivamente, pode ocorrer a morte de algumas plantas próximas aos afloramentos rochosos onde habitam.

Isso ocorre porque na ausência de folhagem durante o período seco uns dos poucos recursos alimentares que restam são as cascas dos caules de algumas plantas, que não resistem à retirada excessiva de suas cascas e caules.

O aumento da população do mocó pode ocorrer devido à falta de predadores naturais como, por exemplo, o gato vermelho ou mourisco, os gaviões, os furões, as cascavéis e as jiboias. Isso indica um desequilíbrio ambiental, pois todas essas espécies são afetadas de forma direta ou indireta pela progressiva exploração insustentável dos recursos naturais da Caatinga.

Por apresentar uma carne muito apreciada no Nordeste, o mocó tem sua sobrevivência ameaçada pela caça. No entanto, sua agilidade e capacidade de fuga em ambientes pedregosos, além de seu olfato aguçado, têm garantido a permanência desse mamífero ao longo dos anos.

Dessa forma, quando é percebida a aproximação de uma ameaça, esses roedores emitem um som de alerta que pode ser ouvido a longa distância, chamando a atenção dos demais membros do grupo.

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