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A Caatinga é um bioma rico em biodiversidade, com fauna e flora abundantes. Atualmente já existem 4.884 espécies de angiospermas descritas para este domínio fitogeográfico.

Além desse fantástico ecossistema, existe na Caatinga uma forte cultura popular que preserva os conhecimentos dos antepassados sobre o tratamento de enfermidades com os recursos naturais do bioma, principalmente com relação às plantas medicinais.

Sem dúvida, pode-se afirmar que grande parte desses conhecimentos empíricos se originaram dos povos indígenas, que foram os primeiros e por muito tempo os únicos a habitarem essa região semiárida do Brasil.

O pinhão-bravo (Jatropha molíssima) é uma planta medicinal da família Euphorbiaceae muito comum no Semiárido brasileiro. Essa espécie arbustiva, de casca lisa e de ramos moles e suculentos, pode chegar a três metros de altura em locais de solos férteis e mais profundos.

A forma mais recorrente de utilização do pinhão-bravo é por meio da extração do seu látex para tratar cortes, ferimentos e picadas de serpentes.

O conhecimento popular do Semiárido atribui um poderoso efeito cicatrizante a esse látex. Afirma-se que bastam algumas aplicações da substância sobre o ferimento para seus efeitos benéficos serem observados.

Por outro lado, o tratamento para cura de picada de serpente é feito através do consumo do látex do pinhão-bravo, conhecido popularmente como “leite de pinhão”.

Além disso, essa espécie possui potencial para diversas finalidades, tais como a extração de óleo da semente, que pode ser usado como laxante em animais, ou até mesmo na fabricação de tintas, lubrificantes e biocombustível.

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