Hortas urbanas: Mais verde, menos lixo

Enxada na mão, facão e pás. Essas foram as ferramentas que nos ocuparam no último domingo de novembro de 2014. O gramado de aproximadamente 30 m² em frente ao Bloco B da quadra 210 Norte ganhou vida com o plantio. Éramos 10 pessoas em torno de uma ideia simples: vitalizar o espaço e cultivar alimentos. Para completar, teríamos também espaço para compostar o lixo orgânico produzido por nós.

Cada participante trouxe sementes, mudas e bastante disposição. O gramado público ganhou bananeiras, limoeiro, pé de pitanga, mandioca, cenoura, cebolinha, framboesa, pé de romã, ipê do cerrado e lírios. Algumas pessoas também trouxeram lixo orgânico de suas casas, e o mesmo foi colocado sobre os canteiros e coberto com uma boa camada de matéria orgânica, conseguida cortando o mato do próprio local.

A experiência da compostagem de lixo não é nova. Há 6 meses vem sendo realizada em uma horta de aproximadamente 10 m² da área verde da quadra. Cerca de 120 litros de lixo orgânico praticamente “desaparecem” lá todos os meses. O pequeno ecossistema local faz a mágica de transformar lixo em terra fértil e logo em seguida em comida fresca – e orgânica! A produção já rendeu alecrim, capim-santo, erva-cidreira, melancia, abóbora, cará do ar, hortelã, couve, tomate, alface, boldo e capuchina.

Como fazemos:

Separamos em casa o lixo orgânico, em sua maior parte cascas de frutas e restos de vegetais. Por enquanto, não colocamos nada de carne ou derivados de leite, porque possuem uma decomposição mais complicada. A cada dois dias, depositamos o lixo ao redor do plantio e o cobrimos com uma boa camada de folhas secas, grama cortada, ou serragem (que se consegue praticamente de graça em madeireiras). Pronto, o lixo some! Sem cheiro ofensivo, sem atrair doença, sem encher lixão. E os únicos bichos que o lixo atrai nessas condições são as minhocas e outros decompositores saudáveis. A terra seca, vermelha e dura vai-se transformando em terra preta, super nutritiva. E a gente passa a ter nenhum gasto com adubo.

Cuidar da nossa cidade não é nada mais do que cuidar da nossa casa. Afinal, seus espaços verdes e ruas são uma extensão de nosso lar. Iniciativas de hortas urbanas como essa têm se multiplicado nos últimos tempos e vêm ganhando a adesão de mais e mais pessoas. Vários grupos já estão organizados em redes sociais e podem ser encontrados facilmente buscando-se por “horta urbana” ou “horta comunitária”.

Participe!

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Daniel Caltabiano

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2 Responses

    • Eduardo Otávio Pereira Weiss

      Oi Camilla, entre em contato com o autor da matéria: Daniel Caltabiano, no facebook. Tenho certeza que ele te oferecerá algumas boas dicas para começar.

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