“Nunca um presidente brasileiro foi tão vulgar”, diz editora do El País

“O ataque de Bolsonaro à repórter Patrícia Campos Mello vai ajudá-lo a definhar a partir de agora num Brasil onde 52% do eleitorado é feminino”, escreve a jornalista Carla Jiménez, editora do El País Brasil. “Nunca um presidente brasileiro foi tão vulgar”

247 –  A jornalista Carla Jiménez, editora do El País Brasil, escreveu nesta terça-feira um contundente artigo sobre o ataque de Jair Bolsonaro, na manhã, a Patricia Campos Mello. “Nunca na democracia um chefe de Estado havia caído tão baixo apelando à vulgaridade para falsear a realidade. Quiçá no mundo. Nem Donald Trump chegou a tanto”.

Em seu artigo, Jiménez escreveu ainda que “o Congresso tem as provas à mão para admitir que Hans River do Rio Nascimento mentiu na Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI). A insinuação asquerosa de Bolsonaro, pai de uma filha de 9 anos, chega a um patamar nunca visto no Brasil. Todo mundo sabia do que Bolsonaro era capaz, desde que ele xingou uma repórter em abril de 2014”.

O artigo em tom editorial faz um apelo ao Congresso: “Senhores deputados e senadores, vocês podem ter um papel tremendamente decisivo neste início de 2020. Pelas suas filhas, pelas suas mães, pelas suas eleitoras, pelas suas irmãs. Não desprezem a construção que mulheres têm feito até aqui por um país mais decente e menos violento. A violência das palavras de um chefe de Estado reverbera em todas as esquinas e rincões do Brasil. Já se matam uma mulher a cada duas horas aqui, um estupro acontece a cada 11 minutos. Tenham decência, coragem, de estancar esta sangria desatada que abriu as portas para uma perversidade gratuita. Vocês foram eleitos para que o Brasil fosse um país melhor, mais próspero, mais respeitado, mais ético. Não há melhora onde uma mentira é naturalizada na Casa em que vocês representam cada brasileira. Não há prosperidade num país onde se quer estabelecer o medo como forma de governo. Não há respeito por um país que fecha os olhos e silencia diante dos disparates que estamos assistindo. Isso também é corrupção. Corromper seu papel público em nome do poder.”

Fonte: Brasil 247

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