Presidente da Fundação Palmares, que é careca, diz que negro não deve ter orgulho de cabelo afro. Vai contra toda uma cultura, várias histórias e civilizações. No momento em que mais se fala em assumir sua cor e raça o Presidente de uma Fundação feita para direitos e cultura negra, para o povo preto, destoa e expõe o seu racismo. Certo estava o Chiclete com Banana: Meu cabelo duro é assim, cabelo duro, de pixaim (bis)/Nega não precisa nem falar, nega não precisa nem dizer/
Que meu cabelo duro se parece é com você (bis)

O presidente da Fundação Palmares, Sergio Camargo, que é careca, justificou a falta de oportunidades para negros no mercado de trabalho ao afirmar que o cabelo afro atrapalha.

“Não tenha orgulho do seu cabelo afro, orgulhe-se das suas conquistas”, ele escreveu no twitter, para completar: “Ensinam preto a defender seu cabelo afro, em vez da educação livre de doutrinação e do método Paulo Freire. Depois, com suas vastas cabeleiras, reclamam da falta de oportunidades para pretos no mercado de trabalho”.

“O cabelo do negro é carapinha”, observou Camargo num post anterior, em que disse que, se não fosse careca, não usaria cabelo no estilo afro.

Ele se incomodou com um artigo publicado no UOL em que são feitas críticas a empresas que não pensam nos cabelos afro ao produzir fones de ouvido.

Os cabelos black power se tornaram um símbolo da luta pelos direitos civis dos negros norte-americanos nos anos 60.

Desde que assumiu a Fundação Palmares, Camargo tem se dedicado a criar polêmicas em que ataca os fundamentos do movimento negro.

Em gravação feita clandestinamente e divulgada em junho deste ano, Camargo referiu-se ao movimento como “escória maldita” e disse que Zumbi dos Palmares, que nomeia a Fundação, era um “filho da puta que escravizava pretos”.

Fonte: Viomundo

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