Para não escandalizar o nome de Deus

Por Gabriela Tunes

“Uma deputada matou o marido, que era seu filho adotivo, e, antes de casar com ela, namorou a sua filha biológica. Todo mundo pastor e temente a Deus. O homem era filho, ex-genro e marido dela. Foi assassinato 3 em 1. Ela disse que não podia se separar para não escandalizar o nome de Deus. Pobre Deus. Em respeito a Ele, a mulher tentou envenenar o cara várias vezes, com a ajuda de sua filha, ex-namorada, irmã e enteada do assassinado. Um belo dia, outro filho da deputada mata o irmão, padrasto e ex-cunhado a tiros. No enterro, ela fez cena de desesperada, não sei se chorou pelo marido, pelo filho ou pelo genro.
 
O Nelson Rodrigues não foi capaz de prever um caso assim em toda a sua obra. As famílias autoproclamadas tradicionais são hipócritas e perversas cada uma à sua maneira, e apresentam uma infinitude de horrores para o deleite da gente que ama saber dos pormenores de um escândalo familiar.
Mas o que destrói mesmo a moral do povo brasileiro é a nudez nas obras de arte, que, felizmente, a Câmara Legislativa do DF está discutindo bastante essa semana. Ufa, que alívio é termos bravos representantes nos defendendo dessa depravação. Oremos.”
 
Fonte: Facebook
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