A Gratidão do Império – 

Por: José Castro

Quando nos primórdios do Império Britânico, Elizabeth I, a Rainha Virgem, condecorou  Francis Drake, o temido corsário inglês, com o maior título nobiliárquico do seu reinado, ela prestava um tributo de gratidão para com El Dragon. Seus atos de pilhagem e pirataria trouxeram para a Coroa o ouro e a prata necessários para o empoderamento do Império. Pouco tempo depois, Sir Francis Drake foi peça fundamental para a Inglaterra derrotar a invencível Armada espanhola.

Ao agraciar o juiz Sérgio Moro com o titulo de “homem do ano”, pela sua importante contribuição contra a corrupção de empresas e políticos brasileiros, em perfeita parceria com com as agências de inteligência e o Departamento de Estado dos EUA, os representantes das maiores corporações americanas e transnacionais foram absolutamente sinceros no seu propósito. Vale lembrar que as empresas brasileiras de engenharia já concorriam, com desenvoltura com as grandes corporações da Europa, África, Oriente Médio e nos EUA.

A maioria das recentes obras de infraestrutura e logística de Miami, bem como as mais arrojadas pontes da Europa foram construídas pela Odebrecht. Nesse sentido, a gratidão do aparelho de Estado americano é profundamente sincera.

A perfeita sintonia da grande nação, na defesa de seus maiores interesses, se manifesta de forma emblemática na homenagem prestada ao juiz nascido no Brasil, pela University of Notre Dame du Lac, South Bend, Indiana, EUA. A homenagem representa o inconsciente coletivo de todas as famílias americanas que já perderam filhos nas  guerras e conflitos pelo domínio do petróleo ao longo das últimas décadas.

Ao permitir a entrega pacífica da maior jazida de petróleo do planeta às empresas americanas e transnacionais, sem o disparo de um único tiro e sem uma única baixa no exército americano, adentra ao panteão dos heróis americanos. Ao capitanear o desmonte e o esfacelamento da empresa brasileira, detentora da melhor tecnologia de prospecção em águas profundas, que descobriu o Pré-Sal, o juiz Moro merece não apenas a  gratidão e o respeito dos Estados Unidos.

A atitude determinada e inflexível deste juiz de primeira instância, de pouca densidade cultural e jurídica, mas com o sólido e maciço apoio de todas as grandes empresas de comunicação do país, conseguiu impor sua vontade sem qualquer contestação. Executou a proeza inusitada e inimaginável de anular literalmente todas as instâncias do poder judiciário. Cometendo inclusive a violação clara, explícita e pública da Constituição Federal, sem que fosse interrompido na sua determinação pelos tribunais ditos superiores.

E “last but not least”, fez a entrega do prometido. Conseguiu, com o apoio criminoso da mídia nativa liderada pela rede globo, difamar as lideranças do partido que ousou implementar um projeto politico de soberania para o Brasil. Por fim, condenou sem provas, num processo prenhe de vícios o maior líder político do país.

Ao pedir a exoneração do cargo de professor da Universidade Federal do Paranã e anunciar sua mudança de domicílio para os Estados Unidos, o juiz demonstra seu grau de apreço e consideração com seu país de nascimento. Habilita-se, assim, à superama corte da gratidão do Império.

ANOTE AÍ:

Este texto circula nos grupos de zap como sendo de autoria de José Castro. Não nos foi possível verificar a autenticidade da informação. 

 

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