Todos nós vamos morrer, mas a morte não é assim tão lógica
 
Numa reflexão atual, diante da conjuntura imposta pelo desgoverno em que vivemos, Átila De Almeida Ribeiro fala sobre a morte e os vários modos de morrer: a depender de seus privilégios
 
Todos nós vamos morrer. Sim, todos nós vamos morrer um dia.
Mas alguns, antes de morrer, serão atendidos nos melhores hospitais, outros não terão tempo.
Sim, todos nós vamos morrer um dia, mas uns vão para o exterior em busca de um diagnóstico mais adequado que possa adiar a morte, outros vão morrer nas ruas, sem luxo e sem pompa.
Todos nós vamos vamos morrer, mas uns vão desfrutar de vantagens, auxílios e pensões vitalícias, enquanto outros vão morrer à míngua.
Sim, todos nós vamos morrer. Uns serão assassinados com mais de oitenta tiros, outros levarão tiros nas costas, disparados por atiradores de elite.
Uns vão morrer ao lado de suas famílias, outros serão enterrados sem identificação. Uns vão morrer de velhice, outros morrerão ainda crianças, de fome ou de desnutrição.
Todos nós vamos morrer.
Uns serão homenageados, outros não serão lembrados por ninguém.
Uns vão morrer de gripe, outros de depressão.
Alguns vão morrer ainda jovens e seus corpos crivados de balas vão matar seus pais aos poucos.
É uma regra simples e rasa: todos nós vamos morrer.
Mas a morte não é assim tão lógica.
A morte carrega consigo uma causa ou um causador.
De um olhar frio e distante, ela haverá de parecer o resultado de uma equação.
No entanto, as guerras, os genocídios, os massacres, as epidemias, as balas perdidas, a fome, a miséria, não constam nos atestados de óbitos.
Todos nós vamos morrer… mas uns vão morrer em condições bem melhores do que outros.
 
Fonte: Facebook
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