Bará chega amansado, fina garra toma da sua taça o eterno etéreo histérico amor que lágrimas doces choram a pôr tambor para Eleguá. Bravum chama para bateté e bobó, é festa de Baru, não mais bori.
Egungum, iá, meji, ekó sem morte, não mais.
Eluô fica.
Ifá há de ficar.
Etutu presta agrado e festa.
Ibiri é dança, mesmo quando a alma não alcança a festa – ibiri, e Omolú sorri.
Baixo à palha, desce epô dourado pinga, brilha e cura.
Oba, nadabulê tranquilo, são, sem ser cão, sem unção: odara!
Odô segue seu odu: família é amor, é a mão que sova a farinha com oim, tem de adoçar.
Omadê quendar, babalawo. Aiê.
Em paz. Ana passou com guerra e amanhã vem axé.
BARRAVENTO: Gíria que define o desequilíbrio momentâneo que os filhos de santo sofrem antes da
incorporação.
BARÁ: Nome do Exú que protege o corpo.
ELEGUÁ: É o dono dos caminhos e do destino.
Fonte: Arquivo pessoal do autor – Poemas Inéditos

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