Conceição Evaristo vence o Prêmio Bravo!

 Escritora foi escolhida na categoria Destaque 2017. A Flip ganhou na categoria Melhor Evento de Cultura e o Sesc-SP levou o prêmio de Melhor Programação Cultural.

Aconteceu no dia 27 de março, , na Casa de Francisca (Rua Quintino Bocaiúva, 22 – São Paulo / SP), a segunda edição do Prêmio Bravo!.

A partir de uma seleção feita por mais de 100 especialistas, foram escolhidos os vencedores em 10 categorias que incluem dança, música, cinema, artes, teatro e literatura. Em seu discurso, Helena Bagnoli, idealizadora do prêmio junto com Guilherme Werneck, lembrou que pela primeira vez a edição do prêmio não contou com patrocínio.

A cerimônia, apresentada pela cantora Karol Conka, premiou a Festa Literária Internacional de Paraty (Flip), na categoria Melhor Evento de Cultura. A obra Como se fosse a casa (Relicário), de Ana Martins Marques e Eduardo Jorge, levou o prêmio na categoria Melhor Livro; e o vencedor na categoria Melhor Programação Cultural foi o Serviço Social do Comércio  – Sesc SP.

Já a categoria Destaque 2017, única votada pelo público, elegeu a escritora Conceição Evaristo, que em seu discurso frisou o quão significativo é para ela e para todas as mulheres negras, suas premiações estarem ligadas à militância e à arte literária. A premiação completa está disponível no canal da Revista Bravo!.

Joyce Fonseca

CONCEIÇÃO EVARISTO

Conceição Evaristo nasceu em 29 de dezembro de 1946 numa favela da zona sul de Belo Horizonte, Minas Gerais. Filha de uma lavadeira que, assim como Carolina Maria de Jesus, matinha um diário onde anotava as dificuldades de um cotidiano sofrido, Conceição cresceu rodeada por palavras. Teve que conciliar os estudos com o trabalho como empregada doméstica, até concluir o curso Normal, em 1971, já aos 25 anos.

Uma das principais expoentes da literatura Brasileira e Afro-brasileira atualmente, Conceição Evaristo tornou-se também uma escritora negra de projeção internacional, com livros traduzidos em outros idiomas. Publicou seu primeiro poema em 1990, no décimo terceiro volume dos Cadernos Negros, editado pelo grupo Quilombhoje, de São Paulo. Desde então, publicou diversos poemas e contos nos Cadernos, além de uma coletânea de poemas e dois romances.

A poeta traz em sua literatura profundas reflexões acerca das questões de raça e de gênero, com o objetivo claro de revelar a desigualdade velada em nossa sociedade, de recuperar uma memória sofrida da população afro-brasileira em toda sua riqueza e sua potencialidade de ação. É Uma mulher que tem cuidado de abrir espaços para outras mulheres negras se apresentarem no mundo da literatura.

Fonte da Biografia de Conceição Evaristo: Fundação Cultural Palmares http://www.palmares.gov.br/conceicao-evaristo

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