CONSCIÊNCIA NEGRA: HISTÓRIA E RESISTÊNCIA, relato de uma experiência pessoal e um poema de brinde

João Rocha

Nos bancos das escolas, por onde passei, pouco aprendi sobre o escravagismo no Brasil.

A impressão que se tinha, era, que os negros aceitavam passivamente a realidade e não havia resistência.

Aprendi sobre Quilombos e Zumbi dos Palmares, depois de adulto, com Francisco Carlos da Silva, o Chiquinho, já falecido Um jovem Negro, ativista combativo do Movimento Negro de Campinas – SP.

Morávamos na Vila Boa vista, um Núcleo de Casas populares que completou 50 anos de existência, O Chiquinho fazia um importante trabalho relacionado a causa dos negros: reuniões, palestras, exposições e atos públicos.

Conversávamos muito sobre suas ideias, seus projetos e suas inquietações. uma delas a associação das coisas ruim com o negro. Aprendi bastante sobre o referido tema.

Foi nessa época que me inspirei e escrevi o seguinte:

ABOLIÇÃO

Romperam-se os grilhões
Ficaram amarras
Ficaram tormentos.
Ficou o açoite.
Chicote que estala
Quando se fala
Negro dia, negra sorte e negra noite.

Valeu, Chiquinho.

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