Para toda opressão, sejamos resistência! A luta das mulheres, já tão árdua, se intensificou na pandemia da Covid-19. Sobre a percepção de violência, 91% das mulheres acreditam que a violência doméstica aumentou durante o período de isolamento social. O dado consta de pesquisa recente realizada pela organização feminista SempreViva.

Por Iêda Leal

A luta das mulheres, já tão árdua, se intensificou na pandemia da Covid-19. Sobre a percepção de violência, 91% das mulheres acreditam que a violência doméstica aumentou durante o período de isolamento social. O dado consta de pesquisa recente realizada pela organização feminista SempreViva.

Nem tempo nós temos para vivenciar o luto que se abateu sobre os lares de muitas. Enquanto perdemos nossos velhos e outros entes queridos, temos de continuar fortes para fazer a luta e não desistir da vida. Choramos as perdas e acordamos no dia seguinte para enfrentar o machismo, o racismo, a LGBTfobia…

Se tem uma coisa que essa pandemia nos mostrou é que o cuidado está no centro da sustentabilidade da vida. E é fundamental que nos mantenhamos à tona, inclusive no aspecto financeiro. As desigualdades raciais e de renda marcam a vida e o trabalho das mulheres desde sempre e por isso mesmo a nossa resistência precisa ser diária.

Sim, os velhos problemas continuas atuais. Embora os índices de escolaridade sejam melhores entre as mulheres, a diferença de rendimentos entre elas e os homens foi de R$ 560 em 2019, dado mais atual do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O mesmo IBGE deixa claro que alçar posições de maior tomada de decisão não parece ser suficiente para solucionar as desigualdades, uma vez que, entre os diretores e gerentes, a desigualdade de rendimentos entre homens e mulheres é mais elevada.

A eleição de mulheres para os cargos legislativos apresenta melhora discreta, mas ainda está longe de corresponder à metade feminina da população brasileira. A maior participação nesses cargos é importante não apenas em termos de representatividade, mas para aumentar as chances de pautar a formulação de políticas públicas de suporte às agendas de promoção de equidade, de acesso a oportunidades e de proteção contra violência doméstica, assédio e abusos de toda ordem.

Vamos em frente portanto, sem soltar a mão de ninguém. Mas para isso precisamos sobreviver. Nunca ficou tão evidente essa necessidade como neste momento em que a expressão é dolorosamente aplicada à realidade de todo dia.

Mantenhamos o distanciamento social, mas sem abdicar da luta, que só ela nos garante.

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Iêda Leal – Coordenadora Nacional do MNU, Ativista Sindical SINTEGO/CNTE/CUT.


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