O povo, a vacina e a necessária trégua

Átila De Almeida Ribeiro traz importante reflexão sobre o momento, sobre a obrigatoriedade da vacinação, nos chama para estarmos juntos, cobrando explicações das autoridades. Conclui que estamos todos doentes. Uma trégua entre nós talvez fosse um bom começo

A discussão sobre a vacina continua. O povo permanece numa guerra particular.
Há muito mais desconhecimento do que posição política.
As pessoas estão assustadas e confusas. Não é hora para ataques e ofensas.
O silêncio dos médicos (leia-se Conselho Federal de Medicina), a indiferença do Ministério da Saúde e a falta de orientação aumentam a celeuma.
Não é hora de nos tratarmos como negacionistas, comunistas, gado etc.
Precisamos de informação e a bem da verdade, não temos. Isto nos coloca na mesma condição.
Estamos nos atacando uns aos outros quando, na verdade, deveríamos estar juntos, cobrando explicações das autoridades.
O STF vai decidir sobre a obrigatoriedade da vacinação.
É bem possível que a Corte paute sua decisão com base no princípio da legalidade que diz que ninguém será obrigado a fazer ou deixar de fazer alguma coisa, senão em virtude da lei.
O brasileiro está cansado. Isolamento social, casos de depressão, mortes, aumento da violência doméstica.
De certo modo, estamos todos doentes. Uma trégua entre nós talvez fosse um bom começo.
 
 
  Átila De Almeida Ribeiro é advogado em Volta Redonda – RJ , escritor e filósofo. Texto Via ALANEG – Academia de Letras e Artes do Nordeste Goiano
 

 

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