Trânsito em julgado

Vou lhes apresentar a Advogada, uma mulher de meia idade, casada, com um filho; muito inteligente, e aparentemente, autossuficiente. Uma mulher sensual, com um olhar expressivo, muito segura de si…

Por Giselle Mathias

Ela não precisa de homens para validá-la, seu pai a construiu. Sabe o que quer e não permite ser usada, observa o seu espaço, mas age com a habilidade e o instinto de sobrevivência feminino. Tem consciência sobre como se postar para ter seus ganhos no mundo patriarcal, por isso circula bem no universo como ele se apresenta.

Nos conta que não é só nas relações amorosas que nos deparamos com as situações de dominações, e por este motivo, resolve falar sobre uma situação que vivera no trabalho, em uma sociedade com homens que se mostraram machistas tanto quanto em uma relação amorosa.

Ela falou sobre várias situações e contarei sobre algumas aqui. Confesso que me inspira, a sua liberdade, e como se vê nesse mundo, mas ela diz que como todo ser humano tem suas dores e derrotas, mas jamais desce do salto, de preferência um salto agulha.

A primeira história que vou contar é sobre uma sociedade que firmara com um colega de faculdade, a qual não prosperou, e não foi nada fácil lidar com o fim. Ela entende que não deve se submeter a ninguém, se não há parceria, não permanece.

No início de sua carreira, após o convite de um colega da faculdade, decidiu constituir uma sociedade com ele. Eles se davam muito bem, conversavam e debatiam sobre assuntos diversos, e isso a deixou tranquila e empolgada para abrir um negócio com o colega de profissão.

O Sócio no começo se mostrava muito solicito e trabalhavam bem, mas com o passar do tempo começou a observar a tentativa dele em dominá-la, e diante dos clientes se colocava como se fosse o poderoso chefão, e a advogada sua funcionária, isso a incomodava, por diversas vezes tentou dialogar sobre o assunto, mas ele sempre dizia que era impressão dela.

Diante de um caso complexo, decidiram formar uma parceria com outro escritório, tudo correu bem na reunião para tratar do assunto, ela expôs sua tese, a qual foi acatada, e ao final já tinham traçado a estratégia a ser utilizada. A Advogada disse que se sentira muito bem, pois para ela a sintonia profissional estava posta nessa parceria.

Quando saíram do escritório, para sua surpresa, seu sócio olhou para ela, e proferiu a seguinte sentença:

– Eu lhe trouxe aqui para ouvir, e não falar!

Atordoada com a fala, a Advogada reagiu:

– Nunca mais fale assim comigo, a tese foi desenvolvida por mim, você mal sabia do que se tratava o caso!

Ele se calou, e percorreram todo o trajeto até o escritório deles em silêncio.

A Advogada nos mostrava, ao relatar a história, que o machismo e o patriarcado não se reduzem aos encontros amorosos. Vimos a falta de consideração, a tentativa de submeter e dominar, que permeiam a maioria das relações. Quantas vezes passamos por isso no trabalho, e nos silenciamos, seja porque ficamos estarrecidas com essas atitudes, ou pelo medo da reação, ou até mesmo pelos nossos padrões culturais que nos ensinam a silenciar frente ao macho.

Ficamos estarrecidas com a fala do Sócio, e, atentamente, continuamos a ouvir a história da Advogada.

Após aquela reunião, e o absurdo que ouvira do Sócio, aquela parceria se desfez, tornou-se uma relação de desconfiança e com muitos atritos entre eles. A sua reação à tentativa de dominação, o tornou agressivo. No início acreditara que a relação havia se tornado competitiva, que talvez ele estivesse passando por algum problema pessoal, mas com o tempo percebeu que as atitudes dele eram uma tentativa de minar sua confiança, de desestabilizá-la; ele não queria mais dominá-la, mas, sim, destruí-la.

Aquela sociedade estava se tornando insustentável, não havia mais o respeito e consideração um pelo outro; mas ela decidira permanecer por mais um tempo, era seu trabalho, o sonho de prosperar com alguém que no princípio se mostrava como companheiro, que a respeitava e a tratava com igualdade.

A situação se agravava, e o desrespeito passou a imperar naquela sociedade. Diante do que se apresentava, ela precisava tomar uma decisão; e como sempre o dar um basta, finalizar aquela relação, estaria, mais uma vez, nas mãos de uma mulher.

O Sócio começou a desconsiderá-la de uma forma tão acintosa, que começara a quebrar os acordos feitos por eles no início da sociedade. Ele desrespeitava o local de trabalho, um dos tratos era não levar ao ambiente do escritório nada, nem ninguém que não dissesse respeito as atividades profissionais. Mas, ele passou a levar várias mulheres com as quais não tinha nenhum compromisso, sempre as tratando como objeto, e de forma descartável. Nos contou que ele as apresentava como namoradas, se trancava em sua sala, e era possível ouvir por todo o local os sons que de lá saiam. Era insustentável aquela situação, e apesar de reclamar, ele permanecia com esse comportamento, sabia que a incomodava, não só pelo desrespeito em relação a ela, mas, também, porque toda a semana o via iludir e enganar aquelas mulheres, e nada podia falar com elas, se silenciava.

Ainda o ouvia dizer a um colega que era assim mesmo, que elas gostavam, ficavam com ele porque queriam, as mulheres são assim, querem ser iludidas, se envolvem facilmente, pois todas querem um relacionamento, e ele lhes dava o que desejavam. Mas, é obvio, que uma não sabia da outra, acreditavam ser as únicas e especiais em sua vida, pois essa era a crença que ele lhes vendia.

Isso a atormentava, ele fazia questão de mostrar-lhe toda a sua desconsideração por outro ser humano, toda a sua falta de responsabilidade emocional com aquelas mulheres, com o ambiente de trabalho, com a sociedade deles. Chegou a contar a história de uma delas, expondo-a. Disse que a moça teria tentado cometer suicídio quando ele finalizou o suposto “namoro”. Falou isso com um certo orgulho, como se fosse “o cara”, aparentava, uma satisfação egóica em ter tantas mulheres disponíveis e emocionalmente aprisionadas por ele. 

Percebo que a atitude do Sócio é extrema, mas elas existem, e confesso querer acreditar que uma pessoa como essa é vazia, e busca preencher esse espaço, adoecendo outras pessoas com suas ilusões, mas, ilude a si mesmo, acreditando que é amado, jamais será capaz de preencher seu vácuo, pois não respeita a si próprio, sabe que assim como trata o outro como descartável, também é considerado como dispensável quando perde sua utilidade.

Ela não aguentava mais, mas procurava o momento certo para encerrar a sociedade, sabia que o fim geraria prejuízos. Porém, a gota d’água para a Advogada aconteceu em uma reunião com clientes, e após a exposição da estratégia a ser tomada no caso apresentado, o Sócio disse a ela, na frente de todos, que ela deveria se calar, porque se comportava como uma “Opressora Intelectual do masculino”.

Aquela sociedade chegara ao fim, não era mais possível aceitar a tentativa dele de destruí-la! Ainda mais na frente de clientes. Percebeu que ele não se contentou em cometer os abusos morais, mas, também, o psicológico, financeiro e profissional!

A Jornalista disse que, infelizmente, essa é a realidade de muitas mulheres no ambiente de trabalho, tem uma amiga Engenheira que recebe menos do que o colega Engenheiro, exercendo a mesma função. Comentou que também já passara por situações similares, o assédio moral e sexual faz parte da rotina laboral feminina.

Perguntei à Advogada como ela conseguiu lidar com o fim da sociedade, com o fim de algo que se dedicara tanto, e de uma forma tão brutal.

Nos contou que o apoio do seu parceiro, o homem que está ao seu lado, que a trata com igualdade, cumplicidade e franqueza, foi fundamental. Assim, como o de sua família e amigos que estiveram ao seu lado. A Advogada é uma pessoa transparente, não tem travas e nem medo da verdade, ao contrário, prefere ouvi-la, acredita que somente assim poderá compreender a si e ao outro.

Está aberta às críticas, e as escuta com leveza, absorve aquilo que lhe diz respeito, considera o outro e a situação. Mesmo que não concorde, procura entender e respeitar o que lhe é apresentado, e modifica-se quando percebe que causou dor. Ela não tem receio em reconhecer seus erros, e pedir desculpas. Sempre está se avaliando, e pede que lhe mostrem seus equívocos e acertos.

Não é fácil ser uma pessoa como ela, é muitas vezes incompreendida, talvez, porque as relações pessoais também estejam pautadas a partir da competição, da necessidade de destruir o outro para “vencer”, a cultura do superficialismo do capitalismo, aprofundada pelo neoliberalismo que impera nos tempos atuais.

Mas ela encontrou um parceiro, não por sorte, mas porque como ela existem outras pessoas que enxergam a humanidade, que se responsabilizam e não veem a competição como saudável, nem acreditam na descartabilidade e utilitarismo do ser humano, entendem a vida com solidariedade, cooperação e compreensão, não imposta só a um, mas a ambos.

Fico feliz por ela, e me dá até uma esperança. Quem sabe é possível encontrar alguém que pense e encare a vida como nós, que esse vazio dos desencontros, das ilusões vendidas, do sentimento de descartabilidade não seja o comum, mas a exceção nas relações humanas.

Pedimos a Advogada para nos contar o segredo dessa relação, no que ela se prontificou, mas nos disse que não há segredos, mas respeito, compreensão e o encontro entre humanos.  

A história do encontro deles é ótima, mas ela nos diz que não há nada de mágico, do destino, ou de almas gêmeas, mas apenas a escolha de se conhecerem, de se respeitarem e considerarem o desejo um do outro, eles não se veem como descartáveis.

Ela adora caminhar, não gosta de academias, como uma boa leonina adora sentir o sol em sua pele. E em uma dessas caminhadas um homem se aproximou, e com um sorriso lhe perguntou sobre sua tatuagem na panturrilha da perna esquerda. A tatuagem de Têmis, a Deusa grega da Justiça, mas a dela não possui venda, está com os olhos abertos, porque só assim poderá fazer Justiça, somente, assim, verá a desigualdade social, e enxergará a realidade do sistema, que explora e oprime seus cidadãos.

O sorriso estampou o rosto dela, ele sabia o significado da sua tatuagem!

Resolveram continuar a caminhada juntos, mas antes ele lhe mostrara que assim como ela, também na panturrilha esquerda, tinha uma tatuagem, Odin, o Deus que lhe representava, na força do caráter e na aparência física.

Ela Advogada e ele Policial Federal, os dois com a mesma formação, mas vão além, amam filosofia, política, sociologia, querem compreender o humano, são solidários e acreditam na cooperação e na humanidade, respeitam a individualidade um do outro, sem desrespeitar a parceria que constroem.

Não foi amor à primeira vista, nem uma paixão avassaladora, foram construindo o afeto, a cada encontro iam se desnudando, mostrando o humano de cada um, suas expectativas, desejos, manias e defeitos. Quanto mais se mostravam, maior se tornava o sentimento um pelo outro, a conexão acontecia e fluía com naturalidade, sem que eles permitissem a instalação de qualquer trava ou medo que adquiriram das relações anteriores; os superaram. Queriam o mesmo, o encontro de humanos, sem os jogos, sem a dominação, apenas com a reciprocidade e igualdade entre eles.

A Advogada sempre teve um lema e o repetia quando nos encontrávamos, nas nossas noites de encontro, dizia que nas relações “corria 100 metros rasos, nunca teve disposição de correr maratonas”, e a história dela com o Federal, retrata essa atitude.

Sempre que conhecia um homem, o observava atentamente, cada fala, atitude, gestual, e como a tratava. No início muitos elogios, mostravam muito interesse para encontros, e a tentativa de mostrar-lhe que tinham muito afinidade, mas percebia que fazia parte do jogo da conquista, e isso a entediava, observava que o movimento masculino era sempre o mesmo, seja com ela, conosco e com todas as suas amigas.

Nunca suportou o comportamento padrão, o qual tem poucas alterações, e, assim que iniciavam o movimento de deixá-la na disponibilidade, em que só o tempo deles seria considerado, a tentativa de sobrepor à vontade e o desejo deles, e culpá-la por uma incompreensão inexistente, se afastava. Mas, sempre fez questão de demonstrar sua insatisfação diante das migalhas que lhe eram oferecidas, e recusava a continuidade do que tentavam fazê-la acreditar, a possibilidade de um encontro verdadeiro.

A maioria dos seus envolvimentos não chegavam a três meses, diz que se permitir no início ser desconsiderada, submetida, silenciada e sujeitada ao jogo, nada irá se alterar e a virada só acontecerá quando a mulher cansada e extenuada finalizar o que nunca se realizou. Ela não acredita que com o tempo seja possível alterar a relação de dominação, aquele que domina não renuncia à sua posição, e ao subjugado só cabe gritar para ser visto, entendido e compreendido, até que crie coragem e desista do que jamais teve.

Nos contou que sempre ouviu dos homens que passaram por sua vida o quanto ela os assusta, como a temem, chegou a pensar que era até uma nova modalidade de cantadas, pois era constante essa fala. Acho que na verdade, por ela desvelá-los e não permitir que a dominassem, eles se frustravam, porque jamais a conquistariam, nunca foi território, nem propriedade, e muito menos escrava. Entregou seu afeto quando encontrou o parceiro.

Inclusive, ela tem uma teoria ótima. Claro, que devemos considerar sua história, personalidade, e o que entende servir a ela. 

Não sei se adotarei sua teoria, mas no mínimo rimos muito, e acabamos pedindo mais uma garrafa de vinho.

Vamos a teoria!

Diz a Advogada, que na criação do Universo, Deus criou a Terra e a habitou em pares, ao fazer isso criou o homem, Adão, e a primeira mulher, Lilith. Os dois foram criados do mesmo pó, mas Adão acreditava na ilusão de que seria superior e divino, pois imaginava ter sido criado a imagem e semelhança de Deus, portanto, diferente de Lilith. 

Segue ela: Lilith não aceita a submissão, não acredita que Adão mudará com o tempo, e por isso, desde o início o contesta, e exige ser tratada com igualdade, propõe a parceria, o chama para o diálogo, mas Adão recusa. Insatisfeito por não conseguir dominar Lilith, como um garoto mimado, vai reclamar com Deus o que considerava uma insubordinação, uma insurgência, pois não entendeu o que Lilith havia proposto.

Após ouvir a reclamação de Adão, Deus (aquele que é a imagem e semelhança do homem), mantendo a lealdade masculina, decide expulsar Lilith, e atender ao filhotinho mimado que precisa ter todas as suas vontades e desejos atendidos.

Adão se vê sozinho, Lilith fora expulsa, e seus dias passam a ser entediantes, o vazio se instala, e Deus o vendo isolado, entediado, e perturbando os outros animais, o faz dormir, retira uma costela e cria Eva, acreditando que assim Adão teria o que desejava, alguém dominável, submetido, que atendesse suas vontades e, ainda, o bajulasse.

No princípio Eva se encanta com Adão, até porque não tinha outro, ele a trata bem, elogia, diz que irá se apaixonar, que não há mulher como ela, o quanto ela é maravilhosa e dedicada. Mas o tempo passa, e ele já mostra que só o querer dele importa, ela deveria se silenciar e obedecê-lo, já que não passa de uma costela retirada do seu corpo, enquanto dormia.

Os dois sabiam que não poderiam comer o fruto da árvore do conhecimento, da sabedoria, Deus os avisara. Mas Eva já mostrava cansaço em apenas servir, e seus anseios serem desconsiderados, sua relação não era recíproca, não havia parceria, muito menos cumplicidade. A relação era desigual!

Então, no final da tarde de um dia qualquer, enquanto Adão brincava sozinho, entretido consigo mesmo, e envolto em seu próprio ego; Eva se aproxima da árvore do conhecimento e começa a admirá-la, quando de repente é chamada pela Serpente. Ela se assusta, mas ao observar aquele animal belo, em sua postura ereta, firme, segura, desejando a junção e integração de ambos, ela aceita à proposição feita pela Serpente e penetra na atmosfera da árvore do conhecimento, retira suavemente o fruto, leva-o a sua boca e, se alimenta daquilo que fora proibido ao masculino. 

Porém, Eva fora criada a partir da costela de Adão e, foi ensinada, constituída, construída para cuidar, silenciar, compreender, se submeter e não exigir nada em troca. Assim, a partir do padrão imposto, ela se dirige a Adão e partilha com ele o fruto da árvore do conhecimento, mas diferente dela, ele não quer partilhar e, sim, dominar.

Ao final da história, a Advogada ri e, diz: 

– Sou filha de Lilith, mas sobrinha de Eva, ainda cedo aos padrões, mas consegui apesar deles me construir e ter uma relação constituída na igualdade e parceria.

Ela recusou viver com os diversos Adãos que passaram em sua vida, mas estava aberta para o homem que quis partilhar o conhecimento, a vida, os desejos, respeitar a individualidade um do outro, e construir dia a dia o sentimento que os une.  

Adoramos a história, rimos muito quando a Socióloga disse que só encontra Adão por aí e, está esgotada deles. Tivemos que concordar com ela, mas acredito que a todos nós é possível refletirmos como nos colocamos no mundo, e como enxergamos o outro. É possível mudarmos, sermos mais verdadeiros, construirmos nossas relações com honestidade e respeito mútuo, sem que seja necessário olhar o humano apenas como um objeto a ser descartável quando perde a utilidade ou o interesse.

Nesse instante, a Jornalista diz que entende perfeitamente a história contada, e o quanto é difícil o Adão entender a proposta feita por Eva, estão tão centrados em si, que sequer percebem o convite feito para o compartilhamento, o crescimento e a construção. 

Perguntei a ela se estava falando do Escritor, pois percebi em seu tom de voz uma certa frustração. Ela confirmou que era dele que falava. Então, questionei o fato de que talvez ele apenas não quisesse uma relação, no que ela concordou, e disse que não era esse seu incomodo, mas o silêncio que lhe impôs, deixando aberta a possibilidade de poder retornar a qualquer momento como se nada tivesse acontecido, como se ela ainda estivesse a sua disponibilidade.

Estranhei a sua fala, e curiosa fiz uma última pergunta:

– Por que permanece na cela, apesar da porta estar aberta?

Ela me respondeu:

– Porque tenho medo de entender que o Escritor, aquele que tanto me encantou, na verdade é apenas o Carcereiro.

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