Por  Zé da Luz  (1904-1965)

Certa vez, no início do século passado, numa cidadezinha do sertão pernambucano, disseram que para falar de amor era necessário falar um português correto. Aí Zé da Luz escreveu uma poesia que diz assim:

Se um dia nós se gostasse;

Se um dia nós se queresse;

Se nós dos se impariásse,

Se juntinho nós dois vivesse!

Se juntinho nós dois morasse

Se juntinho nós dois drumisse;

Se juntinho nós dois morresse!

Se pro céu nós assubisse?

Mas porém, se acontecesse

qui São Pêdo não abrisse

as portas do céu e fosse,

te dizê quarqué toulíce?

E se eu me arriminasse

e tu cum insistisse,

prá qui eu me arrezorvesse

e a minha faca puxasse,

e o buxo do céu furasse?…

Fonte: Alma Acreana 

 

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