Carece de ter força na hora em que o sol adormece.

Por Fernanda de Paula

Carece de ter força na hora em que o sol adormece.

Uma poeira fina se deita sobre as abas desse tempo que me atravessa de ânsias.

A voz de todos os lugares se desgarra lenta da minha pele, a cada respiro.

Saudade é amor envelhecido, morreu e esqueceu de deitar.

Matilhas de pensamentos transbordam a caldeira densa do meu destino marítimo.

Debochadas, as mágoas brincam de se esconder nos vãos das palavras.

Meus pés não são de andar – mergulho.

Cada canção engolida é uma chicotada nas costas do sonho.

Sorrio, enquanto pelejo pra cortar as lembranças com um esmeril cego.

Fonte: Facebook

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