La Esperanza

Por Luis Belisario

Es un Ángel como la Utopía

Que guia los anhelos

Hacia parajes soñados

La esperanza de la madre

Del alumbramiento feliz

Del sin  hogar ver su casa

Rodeada de flores

Del panadero

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Prendiendo su proprio horno

Del de la niña de ser doctora

Y del niño de hacer el gol

Del perrito de la triste mirada

Ver aparecer a su hada

Del hombre de la aldea

Ver su selva crecer

De los que se aman

Detener el tiempo a su antojo

La esperanza

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Que tras la tormenta salga el sol

Que regresen las aves

Que un día volaron

Y vuelvan las abejas

A danzar entre las flores

Que termine el incendio

Y caiga el aguacero

Que el trabajo en vez de producir

Plusvalía, traiga alegría

Del reencuentro con quienes

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Hemos luchado, amado

La esperanza

De verles de nuevo saludables

De ver la nueva mañana

Y reencontrarse con la calle

Que en diciembre sigamos juntos

De compartir en el café un pastel

Y oir que finalizaron

Las guerras y las transnacionales

Que todos se aparten

Para darte un abrazo

En defensa de la poesía.

Luis Belisario (Reflexiones de Madrugadas) – Poema disseminado pelo autor nos grupos de whatsapp.

 

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Era novembro de 2014. Primeiro fim de semana do mês. Plena campanha da Dilma. Fim de tarde na RPPN Linda Serra dos Topázios, do Jaime Sautchuk, em Cristalina, Goiás. Jaime e eu começamos a conversar sobre a falta que fazia termos acesso a um veículo de informação independente e democrático, mas com lado. Ali mesmo, naquela hora, resolvemos criar o nosso. Um espaço não comercial, de resistência. Um trabalho de militância, tipo voluntário, mas de qualidade, profissional.
Jaime propôs um jornal; eu, uma revista. O nome, Xapuri, eu escolhi (ele queria Bacurau). Dividimos as tarefas. A capa ficou com ele, a linha editorial também. Correr atrás de grana ficou por minha conta. A paleta de cores, depois de larga prosa, ele escolheu (eu queria verde-floresta).
Fizemos a primeira edição da Xapuri lá mesmo, na Reserva, praticamente em uma noite. Já voltei pra Brasília com uma revista montada e com a missão de dar um jeito de diagramar e imprimir.
Nos dias seguintes, o Jaime veio pra Formosa, pra convencer minha irmã Lúcia a revisar a revista, no modo grátis. Daqui, rumamos pra Goiânia, pra convidar o arqueólogo Altair Sales Barbosa para o Conselho Editorial. Altair foi o nosso primeiro conselheiro. Até a doença se agravar, Jaime fez questão de explicar o projeto e convidar, ele mesmo, cada pessoa para o Conselho.
O resto é história. Jaime e eu trilhamos juntos uma linda jornada. Depois da Revista Xapuri veio o site, vieram os e-books, a lojinha virtual (pra ajudar a pagar a conta), os podcasts e as lives, que ele amava. Em 80 meses, Jaime fez questão de decidir, mensalmente, o tema da capa e, quase sempre, escrever ele mesmo a matéria.
Na tarde do dia 14 de julho de 2021, aos 67 anos, depois de longa enfermidade, Jaime partiu para o mundo dos encantados. No dia 9 de julho, quando preparávamos a Xapuri 81, pela primeira vez em sete anos, ele me pediu para cuidar de tudo. Foi uma conversa triste, ele estava agoniado com o agravamento da doença e com a tragédia que o Brasil enfrentava. Não falamos em morte, mas eu sabia que era o fim.
É isso. Agora aqui estou eu, com uma turma fantástica, tocando nosso projeto, na fé, mas às vezes falta grana. Você pode me ajudar a manter o projeto assinando nossa revista, que está cada dia mió, como diria o Jaime. Você também pode contribuir conosco comprando um produto em nossa lojinha solidária (lojaxapuri.info) ou fazendo uma doação via pix: contato@xapuri.info. Gratidão!
Zezé Weiss
Editora

 

 

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