Dos mistérios antigos…

Eu fui emitida do poder,

e eu vim para aqueles que refletem sobre mim,

e eu fui encontrada entre aqueles que me buscam.

Olhem-me, vocês que refletem sobre mim,

e vocês ouvintes, ouçam-me.

Vocês que estão me esperando, tomem-me para si próprios.

E não me expulse da sua visão.

E não faça a sua voz me odiar, nem a sua audição.

Não seja ignorante a meu respeito em qualquer lugar ou qualquer hora. Esteja em guarda!

Não seja ignorante a meu respeito.

Pois eu sou a primeira e a última.

Eu sou a estimada e a rejeitada.

Eu sou a prostituta e a sagrada.

Eu sou a esposa e a virgem.

Eu sou a (mãe e) a filha.

Eu sou os membros da minha mãe.

Eu sou a estéril

e muitos são seus filhos.

Eu sou aquela cujo casamento é grandioso,

e eu não tomei um marido.

Eu sou a parteira e aquela que não dá à luz.

Eu sou o consolo das minhas dores do parto.

Eu sou a noiva e o noivo,

Eu sou o consolo das minhas dores do parto

(…)”

Excerto de um poema gnóstico encontrado da biblioteca de Nag Hammadi, no Alto Egito, no qual um/a divindade salvador/a da humanidade discorre sobre uma série de afirmações paradoxais sobre sua natureza feminina.

Fonte: Mistérios Antigos

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