Diz a lenda que Comadre Fulozinha é uma alegre e mágica caminhante de longos e abundantes cabelos negros (à noite tornam-se acobreados, cor-de-fogo) que vive na Zona da Mata de Pernambuco e faz sempre longos passeios pela Paraíba. Essa mitológica comadre dedica seu tempo a proteger plantas e animais no que resta de áreas de floresta no Nordeste.

Misteriosa, dizem que Fulozinha aparece e desaparece num piscar de olhos, sem deixar rastros. Brincalhona, diverte-se fazendo e desfazendo tranças na cauda dos cavalos. Mas quando o assunto é a proteção da natureza, torna-se séria. Com os caçadores, usa a tática dos assobios para desorientá-los até fazê-los perder a caça.

Dengosa, gosta muito de receber presentes. Mingau, confeitos, mel e fumo são seus preferidos. Popular, em vez de “Florzinha”, prefere ser chamada mesmo é de “Fulozinha”, que é o sotaque típico do Nordeste. Contam que quando emburra, dá nós em rabos de cavalo e que, pra desatar, só com presentes.

Dizem que Fulozinha nasceu no período colonial, na mesma época do saci e do curupira, e que é parenta próxima do caipora. Em vida, era uma menina que se perdeu na mata, onde faleceu desnutrida. Desde então, seu espírito vive vagando e aterrorizando quem destrói a natureza, ou quem a chama de cabocla, porque desse nome ela não gosta mesmo!

ANOTE AÍ:

Fontes originárias desta matéria:

culturanordestina.blogspost.com.br ohistoriadoreotempo.blogspot.com

Ilustração extraída do site: historiadecanguaretama.blogspot.com, onde não aparece o crédito do autor.

Fomos informados pelo Facebook de que o autor da ilustração é Murilo Silva.

 

 

 

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