Passou o Carnaval, vieram as Cinzas, entramos na Quaresma. É hora de precaução. Afinal, diz a lenda que é agora que o lobisomem ataca.

Desde que o mundo é mundo e que os 12 deuses habitaram o Olimpo, tem-se notícia de um ser meio homem meio lobo que ataca às madrugadas de terças e sextas-feiras, sem escolher lugar. E dizem também que os ataques acontecem com mais frequência nas noites de lua cheia e que, na Quaresma, com mais intensidade.

Por aqui, o lobisomem chegou nas caravelas dos portugueses, fez morada e multiplicou-se. Em uma casa de sete filhas, se nascer um homem, não escapa, vira lobisomem. Tem gente até que desdenha dessa crença, mas ninguém ousa desafiar o que dizem os mais velhos. E não existe avó que não tenha uma história de lobisomem pra contar, nem que seja de ouvir dizer.

Contam que, ao nascer, a criança-lobisomem é pálida, magra e possui orelhas um pouco compridas, mas que só depois que completa 13 anos de idade é que o bicho incorpora mesmo. Dizem que é exatamente na primeira noite de terça ou sexta-feira depois do 13º aniversário que o rapazinho pega o mundo, vira lobisomem e ataca as pessoas que zanzam pelas madrugadas. Dizem também que a chance de ataque aumenta se a pessoa não for batizada. Daí o costume de batizar as criancinhas logo que nascem…

Por onde ele passa, açoita os cachorros, desliga luzes, espanta as corujas e outros animais da noite, além de uivar de forma aterrorizante, sempre olhando para a Lua. O encanto só se quebra com o nascer do Sol, que é quando ele volta para casa e dorme como um anjo, até acordar, novamente homem, sem se lembrar do ocorrido…

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Lúcia Resende

Mestra em Educação Relações Públicas da ADFFOR (Associação das Pessoas com Deficiência de Formosa – Goiás)

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