Por Loike Kalapalo

Janeiro – chove muito. Nesse mês, quem tem filho rapaz, acima de 14 anos, fica em reclusão.

Fevereiro – as pessoas que têm roças fazem cercas de paus roliços em volta da roça para as plantas não serem destruídas pelos porcos do mato. Nesse período, fica difícil a pescaria.

Março – as pessoas costumam construir as suas casas.

Abril – as pessoas que fizeram suas casas arrancam o sapé para cobri-las.

Maio – os rapazes que entraram em reclusão são soltos para começarem a preparação do “Kuarup”.

Junho – as aldeias que se juntaram com a aldeia onde será realizado o “Kuarup”, farão a entrega do polvilho.

Julho – é a época da desova do tracajá e começam os preparativos para a festa do “Kuarup”.

Agosto – época da festa do “Kuarup”.

Setembro – início das primeiras chuvas.

Outubro – época em que as frutas do pequi começam a cair.

Novembro – época em que os rios começam a encher.

Dezembro – as pessoas das aldeias do Alto Xingu fazem vários tipos de festas.

Loike Kalapalo – Liderança Indígena, em “Geografia Indígena”, MEC/SEF/ISA, 1994.

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