Por Bernardo Élis 

Senhores, não sou de barro

E muito menos de ferro!

Sou homem, por isso erro,

E muitas vezes me desgarro.

 

Mas vendo um vate o pigarro

Sacudir e o verbo perro

Soltar à gente num berro,

Era um sarau tão bizarro,

 

Perco a cabeça e me embirro

Com tale poeta cachorro,

Dizendo versos de enxurro…

 

Para fugir-lhe, tusso, espirro

Chamo a polícia em socorro

e __ mando prender o burro!

Bernaro Élis, escritor goiano,  Poema registrado por Jaime Sautchuk, editor da Revista Xapuri, em seu livro “O Causo eu conto – Sobre Bernardo Élis e o Brasil Central“. Editora Geração, 2018. 

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