Por Lília Diniz

Aprendi com nossa mãe a velar
com os fios
das madrugadas

Velar tem os encantos e mistérios
dos rosários não
rezados
pelos lábios incansáveis e
madrugadeiros
de nossa mãe

Ressoa nas paredes
das minhas memórias
seu balbuciar
que parece ser um preparador das
manhãs ensolaradas

Velo para que a flor de fogo
que nossa mãe plantou
no vão escuro do meu ser
não se apague por grandes
ventanias

Antes seja da boca do tempo
uma brisa leve
que leve a chama e o pavio
escorrendo
velando
ardendo
queimando
até a última
sus pir Ação
Velando
Levando
ardendo
queimando

Lília Diniz – madrugada de Santo Antônio. ???

 

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