Salada de Gente

Por Wert Alvarenga

Meu sangue é preto, vermelho e azul.

Sou asiático, sou índio, sou mameluco,

Sou francês, sou italiano, sou do sul.

Sou salada de gente, mas não sou maluco.

 

Todos nós que somos brasileiros

Temos misturas de outras raças

Os que querem ser os primeiros

Têm que trocar suas carcaças.

 

Somos salada ou farofa de gente

Sangue vermelho, azul ou preto.

Devemos estar bem conscientes

Que tudo temos nesse esqueleto

 

Orgulho-me de ser salada

Sou uma mistura perfeita

E aqui em minha moradia

Toda mistura é aceita

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Wert Alvarenga, é poeta, morador de Formosa, membro da Casa do Poeta Brasileiro – Seção Formosa. Nasceu em 25 de maio de 1932 na cidade de Campo Belo – MG. Foi dentista prático por muitos anos e agora dedica-se  a escrever.

Fonte: Vagalumes do meu Sertão – 2019 – Edição Independente

 

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