Por Alice Bites

Se eu pudesse Fingir o amor é o desejo da poeta, O Pessoa disse: “(…)Finjo tão completamente (…)”. Uns tentam e conseguem, outros sofrem em vão. Amor e desamor, podemos descobrir muito desses sentimentos antagônicos através do que nos diz Alice Bites.

SE EU PUDESSE

Ah! Se eu pudesse
Fingir o amor!
O amor que eu quisera viver,
Mesmo sem te conhecer,
Perdia o medo de me perder.

Ah! Se eu pudesse
Fingir o desamor,
Aquele que eu quisera esquecer
Para não me perder.

Ah! Se eu pudesse
Fingir que o sofrer,
Nada mais é do que o viver.
Se eu pudesse fingir que o viver
Nada mais é, que o padecer.

Ahh! Se eu pudesse
Fingir o fingimento
E depois adormecer!

Alice Bites Leão Leite (Alice Bites) é escritora, membro do Portal Cerratense e professora de História. Trabalhou como Coordenadora Pedagógica no Colégio CEBAM. Estudou no Programa de Pós-Graduação em História, UnB. É Pós-Graduada em História Cultural e Psicopedagogia. Mora em Valparaíso de Goiás, mas é de Trindade – Goiás, de onde vem sua ancestralidade e maior inspiração. É parceira da ALANEG/RIDE e colaboradora da Xapuri Socioambiental.

Imagem: O DESPERTAR DA PRIMAVERA – óleo 80 x 120 com, do artista plástico Otoniel Fernandes Neto, que é membro efetivo da Alaneg/RIDE e parceiro da Xapuri, Esta reprodução está na obra: Tua imagem, Teu soneto – Brasília, 2013. Nessa obra, o artista pinta o nu feminino tendo por fundo os ambientes naturais de seu cotidiano. Em sua maioria, as imagens da obra foram inspiradas por sonetos de grandes poetas da língua portuguesa.

 

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