Sou eternidade, me calcifiquei como quartzo em mim

Fefê

E esse amor dos simplistas

Que pode, contudo, ser um nada

O acaso do vão eterno

Que se distende pela caminhada vazia

Partilhada ainda, com ninguém.

E é de uma seguridade utópica

de mãos vazias e pérfidas

que se instalou em mim esse falso amor

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E você foi do pouco, agravado ao nada.

E se posso, ouso dizer que amor é isso: nada.

Solenemente ouvir que não se deve

pois, talvez, não mesmo.

E eu distante de tudo que não tive

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Choro, canto, e ainda tenho mais de mim que antes

Sou eternidade, me calcifiquei como quartzo em mim

Me fiz e refiz

Reli em mim os mais lindo dos poemas de Florbela

E de caos em caôs eu sou o que sou.

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Mas você?

Você é sem dúvidas

areia de simples embalo

que vai para onde a brisa leva.

Fonte: Arquivo Pessoal

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Quem é Fefê? Fernanda Rodrigues Pacheco é aluna do Curso de Letras da Universidade Estadual de Goiás – 3º Período, jovem e, poeta em construção. Preta linda, feminista e minha amiga!

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