Três artistas indígenas – Jaider Esbell Macuxi (primeiro lugar), Arissana Pataxó e Isaías Sales Ibã Huni Kuin já alcançaram os 500 votos necessários e passaram para o segundo turno do Prêmio PIPA 2016.

A votação no primeiro turno do PIPA Online 2016 vai até domingo, dia 24 de julho.  O segundo turno acontece entre os dias 31 de julho e 7 de gosto de 2016. Quem ainda não votou, pode entrar em um dos artistas indígenas até domingo, mesmo que já estejam classificados.

O  Prêmio PIPA tem por objetivo principal  divulgar todos/as  os/as  artistas indicado/as  e a arte contemporânea brasileira através da internet. Em 2015 foram mais de 13.300 votos dados pelo público nas páginas dos artistas. Os sites do Prêmio receberam mais de 64 mil visitantes únicos durante o período das votações.

O Prêmio PIPA Online acontece em dois turnos, com duração de 8 dias cada, sempre de domingo a domingo. Durante esse período, os visitantes do site devem acessar as páginas dos e das artistas participantes para votar.  A organização do Prêmio informa que os votos do primeiro turno serão zerados no domingo, e que cada pessoa pode votar em quantos artistas quiser, mas que só pode dar um voto por artista.

O ou a artista vencedor/a será quem receber o maior número de votos na página do Prêmio. Para votar, é preciso ter uma conta no Facebook.  Em caso de dúvidas sobre como votar, assista ao tutorial em vídeo. Embora estejamos em campanha pelos três artistas indígenas, recomendamos o acesso à  lista completa de artistas participantes para votar também em outros artistas.  Para saber ao que os artistas estão concorrendo e ver o cronograma completo, leia as regras do PIPA Online 2016.

O vencedor ou vencedora será o/a artista que possuir mais votos em sua página ao final do 2º turno. Ele/a receberá R$ 10 mil. O segundo artista com mais votos receberá R$ 6 mil. Ambos doarão uma obra para o Instituto PIPA (a serem definidas em comum acordo entre os artistas e a coordenação do Instituto).

 

ARISSANA PATAXÓ

Arissana Braz adotou o nome artístico de Arissana Pataxó em homenagem à sua comunidade indígena. Além dos trabalhos com pintura, ela também é professora do Ensino Médio na escola da aldeia urbana onde vive, no sul da Bahia. A artista fala sobre a importância do seu trabalho na representação da imagem indígena fora da aldeia: “Por isso que meu interesse como artista não é tanto aqui dentro, aqui meu papel é trabalhar com os meninos na escola, mas fora da aldeia é levar esse conhecimento que as pessoas não têm sobre o índio brasileiro”.
Arte - Arissana Pataxó

 

IBÃ HUNI KUIN  Isaías Sales

Nascido no município de Tarauacá, no estado do Acre, Ibã huni Kuin (Isaías Sales) é um txana, mestre dos cantos na tradição do povo huni kuin. Ao tornar-se professor na década de 80, aliou os saberes de seu pai Tuin Huni Kuin aos conhecimentos ocidentais, passando a pesquisar na escrita a sua tradição junto com seus alunos. Ingressa na Universidade (Universidade Federal do Acre, Cruzeiro do Sul, AC) em 2008 e cria o Projeto Espírito da floresta visando, com seu filho Bane, pesquisar processos tradutórios multimídia para esses cantos compondo o coletivo MAHKU – Movimento dos Artistas Huni Kuin.

Arte - Isaías Sales Hunikuim

Site:nixi-pae.blogspot.com.br

ESBELL MACUXI  Jaider Esbell

Índio Macuxi da Amazônia. O trabalho de Esbell enviesa ainda mais o caos das expressões humanas e não humanas. As forças da floresta, dos seres, emanam da arte do filho do tempo, de todas as influências: ancestralidade, conhecimento, memória, diálogos, plasticidade contemporânea, política global, o ser local, xamanismo visual, poder. Palavra, imagem, som, silêncio – comunicação em todas as linguagens. A arte de Esbell exige, para além dos sentidos, imersão.

Esbell

Fonte: Os dados desta matéria são todos do Prêmio Pipa. A Xapuri fará, a partir de domingo,  24 de julho, campanha pelos três artistas indígenas em suas redes e mídias sociais. Contamos com o seu voto!

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