Sidney Poitier, intérprete dos nossos sonhos. Obrigada! –

Iêda Leal

Era um cidadão bahamense-americano – por nascer em Miami, em 1927 e ser filho de pai e mãe nascidos nas Bahamas. Um bom filho.
 
Poitier levou o Oscar por seu trabalho em “Uma Voz nas Sombras”, de 1963, e também era conhecido por sua atuação em “Ao Mestre, com Carinho”, “Adivinhe Quem vem para Jantar” e “No Calor da Noite”, todos lançados em 1967. Eu (encantada) pude assistir todas as suas obras, um espetáculo….. Nossa geração pode assistir Sidney em suas variadas e perfeitas interpretações. Fez Escola!!!… Mas ninguém será igual.
 
Fica aqui minha vontade de acreditar que meu mestre sempre estará comigo. Obrigada, Sidney! Eu continuarei de esperando pra mais um jantar, pois em nossas mesas você seria recebido com abraços e muito amor.
 
Entenda um pouquinho da história desse brilhante ator: “O ator encabeçou muitas produções com temas raciais, abordando os direitos civis dos negros e negras, fazendo críticas a estereótipos, dos quais fugia. Ele era um dos últimos astros vivos da Era de Ouro de Hollywood e chegou a ser homenageado pela Academia em 2002, recebendo uma premiação por sua contribuição ao cinema.👏🏿👏🏿👏🏿👏🏿👏🏿👏🏿👏🏿👏🏿👏🏿👏🏿👏🏿👏🏿👏🏿👏🏿👏🏿
 
Fará Falta, Até breve, Sidney …..#mnunaluta #cnte #cut #sintegonaluta #pensarafricanamente
 
 
 
 
 
 
 
 
 

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UMA REVISTA PRA CHAMAR DE NOSSA

Era novembro de 2014. Primeiro fim de semana do mês. Plena campanha da Dilma. Fim de tarde na RPPN Linda Serra dos Topázios, do Jaime Sautchuk, em Cristalina, Goiás. Jaime e eu começamos a conversar sobre a falta que fazia termos acesso a um veículo de informação independente e democrático, mas com lado. Ali mesmo, naquela hora, resolvemos criar o nosso. Um espaço não comercial, de resistência. Um trabalho de militância, tipo voluntário, mas de qualidade, profissional.
Jaime propôs um jornal; eu, uma revista. O nome, Xapuri, eu escolhi (ele queria Bacurau). Dividimos as tarefas. A capa ficou com ele, a linha editorial também. Correr atrás de grana ficou por minha conta. A paleta de cores, depois de larga prosa, ele escolheu (eu queria verde-floresta).
Fizemos a primeira edição da Xapuri lá mesmo, na Reserva, praticamente em uma noite. Já voltei pra Brasília com uma revista montada e com a missão de dar um jeito de diagramar e imprimir.
Nos dias seguintes, o Jaime veio pra Formosa, pra convencer minha irmã Lúcia a revisar a revista, no modo grátis. Daqui, rumamos pra Goiânia, pra convidar o arqueólogo Altair Sales Barbosa para o Conselho Editorial. Altair foi o nosso primeiro conselheiro. Até a doença se agravar, Jaime fez questão de explicar o projeto e convidar, ele mesmo, cada pessoa para o Conselho.
O resto é história. Jaime e eu trilhamos juntos uma linda jornada. Depois da Revista Xapuri veio o site, vieram os e-books, a lojinha virtual (pra ajudar a pagar a conta), os podcasts e as lives, que ele amava. Em 80 meses, Jaime fez questão de decidir, mensalmente, o tema da capa e, quase sempre, escrever ele mesmo a matéria.
Na tarde do dia 14 de julho de 2021, aos 67 anos, depois de longa enfermidade, Jaime partiu para o mundo dos encantados. No dia 9 de julho, quando preparávamos a Xapuri 81, pela primeira vez em sete anos, ele me pediu para cuidar de tudo. Foi uma conversa triste, ele estava agoniado com o agravamento da doença e com a tragédia que o Brasil enfrentava. Não falamos em morte, mas eu sabia que era o fim.
É isso. Agora aqui estou eu, com uma turma fantástica, tocando nosso projeto, na fé, mas às vezes falta grana. Você pode me ajudar a manter o projeto assinando nossa revista, que está cada dia mió, como diria o Jaime. Você também pode contribuir conosco comprando um produto em nossa lojinha solidária (lojaxapuri.info) ou fazendo uma doação via pix: contato@xapuri.info. Gratidão!
Zezé Weiss
Editora

 
 
 
 
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