Enquanto trabalhador vai à rua, governo avança contra sindicatos
Enquanto trabalhador vai à rua, governo avança contra sindicatos (Foto: REUTERS/Adriano Machado)

Com uma ideologia superada, afogada na crise de 2008, gestada nos Estados Unidos, ele e seu parceiro, Jair Bolsonaro, atacaram os fundos públicos de financiamento do desenvolvimento e das políticas públicas de proteção e inclusão social.

Depois de assumir a presidência, Michel Temer, com o apoio dos golpistas do Congresso, entre eles Bolsonaro, aprovou o congelamento dos investimentos públicos por 20 anos e hoje está em casa numa redoma, em paga por serviços prestados. Eduardo Cunha numa UTI, Aécio Neves por aí, livre como um antílope, e o Supremo, mais o ex-juiz Sérgio Moro, como estacas de sustentação dos governos do golpe.

O grande capital e a imprensa porta-voz do mercado agora são unânimes em dizer que o Estado tem que enfrentar a pandemia e salvar a economia.

Nos últimos dias, figuras expoentes da defesa do Estado mínimo, do arrocho fiscal, debulharam rosários de declarações contrárias ao que diziam antes.

O presidente da Câmara, Rodrigo Maia, ardoroso militante do neoliberalismo, por exemplo, disse que, para vencer a crise, o Brasil precisa de um Estado forte e que não é hora de restrições fiscais.

Carlos Alberto Sardenberg, comentarista de O Globo, sempre implacável na defesa do mercado e do corte de investimentos públicos, disse que “Ninguém lida com uma calamidade fazendo corte de gastos”.

Outros inimigos do Estado, quando querem se apropriar dos bens públicos, dos recursos naturais, e explorar comercialmente os serviços públicos, usam e abusam do discurso enganador.

Como todos são iguais perante o vírus, a hipocrisia aflorou. Querem agora o “Estado Salvador”, para salvar bancos e empresas, com dinheiro do contribuinte. Paulo Guedes abriu o cofre. Os bancos receberam R$ 1,2 trilhão, a economia real R$ 247 bilhões, e aos trabalhadores o de sempre: desemprego e migalhas.

De bolsos cheios,  os magnatas empurram o problemático Bolsonaro para a linha do descarte, com renúncia ou impeachment, e que ele procure o caminho, quem sabe de Miami, para viver seu ostracismo.

A máquina do tempo político foi ligada.

Laurez Cerqueira– Autor, entre outros trabalhos, de Florestan Fernandes – vida e obra; Florestan Fernandes – um mestre radical; e O Outro Lado do Real.

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