Baixaria! Sabotagem! Foi assim que o jornalista acreano comunicou em sua página no Facebook a sabotagem de hackeres bolsominions ao grupo formado por 2.3 milhões de mulheres em menos de uma semana. Veja o texto do post do Leandro:

Incapazes de criar um grupo com tamanha adesão, hackeres bolsominions sabotaram o grupo das mulheres contra o coisa ruim. O nome foi trocado e as moderadoras do grupo foram removidas pelos hackers.

Olha o nível da merda que a gente tá se metendo! O cara é só candidato! Imaginem se pessoas desse nível chegarem a ser legitimadas!

Chocante! Se já não bastassem as toneladas de fake news que fazem as pessoas odiarem aquilo que nem existe, agora se comete um atentado contra a liberdade de expressão.

Mais de 2 milhões de mulheres sabotadas em seu direito. Imaginem o que vem por aí!

Não tenho muito a oferecer nesse momento além de minha solidariedade e expor o tamanho dessa baixaria.

Em matéria da jornalista Fernanda Becker FERNANDA BECKER, o Jornal El País relatou em detalhes o ataque cibernético:

O grupo “Mulheres Unidas contra Bolsonaro” no Facebook, que ganhou ampla repercussão nas últimas duas semanas por ter reunido milhares contra o candidato do PSL, é alvo de uma escalada de ataques cibernéticos, que vão desde a mudança do nome da mobilização, trocado para um de teor a favor militar reformado de ultradireita, à ameaça direta às moderadoras.

Na madrugada de domingo, o grupo, que conta com um milhão de participantes e solicitações para participar e convites que alcançam 2 milhões de pessoas, estava fora do ar. “O grupo foi temporariamente removido após detectarmos atividade suspeita. Estamos trabalhando para esclarecer o que aconteceu e restaurar o grupo às administradoras”, informou o Facebook.

Enquanto isso, a campanha de Jair Bolsonaro no Twitter comemorava a mobilização de mulheres favoráveis a ele.

Grupo “Mulheres contra Bolsonaro” no Facebook sofre ataque cibernético e fica fora do ar

 

Desde a sexta-feira já havia sinais da ofensiva contra a mobilização. Neste dia, a administradora M.M. foi a principal afetada, e teve suas contas no Facebook e no WhatsApp invadidas. De acordo com as organizadoras, os ataques começaram por volta das 14h na sexta.

Antes disso, moderadoras e administradoras haviam recebido ameaças em suas contas no WhatsApp. Os invasores exigiram que o grupo fosse extinto até às 24h de sexta-feira e tentaram intimidar as responsáveis pelo grupo ameaçando divulgar seus dados pessoais como como CPF, RG, Título de eleitor, nome da mãe, entre outros dados extremamente sensíveis.

Além disso, os responsáveis fizeram diversas postagens no grupo com teor ofensivo contra as participantes como as mensagens “esquerdistas de merda” e “Anonymous não quer esquerdista! Bando de mulher atoa q ao tem oq que fazer” (sic).

A imagem de capa do grupo também foi alterada com as assinaturas ‘Eduardo Shinok’ e ‘Felipe Shinok’, supostos autores da invasão. Em seguida, um perfil alterou o nome do grupo para ‘Mulheres COM Bolsonaro’ e iniciou-se uma disputa pelo nome do grupo que criou confusão entre as participantes. Algumas pessoas passaram a recomendar a saída do grupo, enquanto outras pediam calma e alertavam sobre o ataque.

Os ataques acontecem em um momento em que a rejeição do eleitorado feminino ao candidato Jair Bolsonaro (PSL) tenta passar de uma mobilização massiva no Facebook para um ato nas ruas. O evento “Mulheres contra Bolsonaro“, agendado para 29 de setembro no Largo da Batata, em São Paulo, já conta com 53 mil confirmações e outras 187.000 pessoas interessadas.

Há outros eventos similares agendados para o mesmo dia em diferentes cidades pelo país. Uma edição que convoca participantes a se reunirem na Redenção, em Porto Alegre (RS) conta com 12 mil confirmações e 29 mil pessoas interessadas. No Rio de Janeiro, a convocatória para a Cinelândia conta com 26 mil confirmações e 58 mil pessoas interessadas. As manifestações também foram convocadas em diversas capitais como Florianópolis (SC), Belo Horizonte (MG) Fortaleza (CE), Belém (PA), Natal (RN), Recife (PE).

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