Por Letícia Bartholo

“Dandaras votam em Marielles. 
Marielles defendem Dandaras.
E o Brasil lhes tira o riso e a vida a pontapés e armas de fogo.
Mas não lhes tira a luta.”

Há praticamente um ano atrás, chorávamos por Dandara. Por ser travesti, foi espancada e morta, com requintes da mais descancarada crueldade, em 15 de fevereiro de 2017.

Agora choramos por Marielle. Por ser mulher, homoafetiva, negra da Maré e militante de esquerda, foi executada, com requintes da mais descancarada despreocupação, com balas da Polícia Federal.

Dandaras votam em Marielles. 
Marielles defendem Dandaras.
E o Brasil lhes tira o riso e a vida a pontapés e armas de fogo.
Mas não lhes tira a luta.

Quando outubro chegar, e com ele quiçá a esperança de dias melhores, apertemos os botões das urnas com a coragem transgressora de Dandaras e Marielles.

É o mínimo que fazemos por elas. É o mínimo que fazemos por nós.

ANOTE AÍ:

Letícia Bartholo – Socióloga. Capa: Daniel Pxeira – Sociólogo

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