“A função do Historiador é lembrar a sociedade daquilo que ela quer esquecer”. – Peter Burke.

A Batalha da Maria Antônia, em 1968, ocorreu entre alunos da faculdade de Filosofia da USP contra alunos da Universidade Mackenzie.

As duas universidades eram conhecidas por seus posicionamentos ideológicos: USP de esquerda e Mackenzie de direita.

O confronto se iniciou em decorrência de um pedágio instituído pelos alunos da USP, na rua Maria Antônia. Os objetivos eram arrecadar dinheiro para o congresso de estudantes e para manter a ocupação do prédio uspiano (já que os estudantes ocupavam o prédio há dias).

Um dos alunos do Mackenzie se recusou a pagar e acertou um dos uspianos com um ovo podre. A provocação foi revidada com pedras e paus. Em poucos minutos, rojões, coqueteis molotov e até armas de fogo foram colocadas em ação.

Durante o confronto, que durou horas, o estudante secundarista José Carlos Guimarães, de 20 anos, que estudava no Colégio Marina Cintra da Rua da Consolação, foi atingido na cabeça por um tiro vindo da Mackenzie e acabou morrendo. O assassino foi Osni Ricardo, membro do CCC e informante da polícia.

Entre as principais consequências, ocorreu a transferência do Prédio da USP, um morto e dezenas de feridos, o fortalecimento do grupo CCC (Comando de Caça aos Comunistas) e o uso da batalha para justificar a implementação do AI-5

O jornalista Boris Casoy participou dessa batalha, pelo lado do Mackenzie.

Fonte: Imagens & História 2.0

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