Por uma razão lógica, a economia solidária

A todo o momento, em particular quando passamos por períodos de crise, é comum ocorrerem em nossas mentes pontos de interrogação sobre a razão do nosso existir neste vasto e complexo mundo que muitas vezes nos parece injusto, cruel, desequilibrado, deslocado e despropositado.

Afinal, buscar entender os labirintos da vida neste planeta, do tamanho que ele é, com seus 510.072.000 km², não se resume à tarefa humanamente impossível de acumular informações sobre tudo que existe, ou fazer especulações sobre o universo. Complicaria mais ainda.

O ser humano é muito mais do que ter consciência de si próprio. É também compreender-se em relação com o que está à sua volta, com todos os seres do planeta, vivos ou não, porque mesmo aquilo que aparenta não ter vida, apenas aguarda a sua vez para transformar-se, ou vibra com frequências diferentes daquelas que compreendemos como vida.

É importante reconhecer nossa íntima ligação com a natureza universal.  Sem um esforço para compreender o que somos e o que significa sermos algo, não sentimos na pele a responsabilidade intrínseca das nossas vidas sobre todas as coisas que nos cercam. Se somos usuários, também devemos ser fornecedores, afinal, tudo que está ao nosso redor é resultado de trocas, de intercâmbios.

E, como tudo é finito, também são finitos os recursos naturais que a natureza nos oferece. Por essa razão, devemos cuidar do planeta, para que não faltem condições de vida às gerações futuras, porque também nós, seres humanos, estamos sujeitos às regras de finitude do universo.

A economia praticada pela sociedade capitalista tem como modus operandi o consumismo, causador, como sabemos, das mazelas resultantes do exagerado lixo produzido, aliado à extração, também exagerada, de recursos não renováveis, o que acelera o risco de extinção da raça humana no planeta Terra.

Para fazer contraponto a essa lógica perversa, há que se realizar uma efetiva apropriação de outra forma de economia: a economia solidária. Façamos essa reflexão e assumamos a responsabilidade de sermos realmente humanos, sintonizados com todos os elementos da Natureza, do Universo.

carlos-caridadeCarlos Caridade
Psicólogo

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