O Brasil é o maior consumidor de agrotóxicos do mundo. Prova disso, um estudo conduzido pela Associação Brasileira de Agroecologia (ABA) apontou que cada brasileiro consome cerca de 5,5 quilos de agrotóxicos anualmente.

Como o nome sugere, os agrotóxicos são produtos tóxicos nocivos para a saúde e podem causar diversas doenças como, problemas neurológicos, motores e mentais, distúrbios de comportamento, problemas na produção de hormônios sexuais, infertilidade, puberdade precoce, má formação fetal, aborto, endometriose, atrofia dos testículos, câncer de diversos tipos e muitas outras.

Entretanto, graças ao projeto de Agroecologia “Escola e Comunidade Sustentável”, os alunos do 1° ao 5° ano, da Escola Classe Basevi, em Sobradinho, aprendem, desde cedo, valores socioambientais e têm acesso à uma realidade um pouco diferente da maioria dos brasileiros e brasileiras.

Desenvolvido pela professora e engenheira agrônoma Roberta Sara de Sousa Matos, o projeto atendente a comunidade da Vila Basevi e do Assentamento Rural Chapadinha com uma horta escolar totalmente orgânica. Na horta, os alunos cultivam diversas espécies como, rabanete, alface, coentro, cebolinha, couve, repolho, salsa, morango,
batata inglesa. Além de aprenderem técnicas de jardinagem com o plantio de flores dálias, zínias , calêndulas, cravos-daíndia. Desta forma, a iniciativa fortalece a
construção de saberes ecológicos, sociais, econômicos, culturais, políticos, éticos e sustentáveis.

Animado, o estudante Marcos Paulo, 11 anos, explica sobre as técnicas de compostagem e consorciação de culturas que aprendeu. “A compostagem é uma cobertura morta que ajuda as plantas a nascerem bem. Com ela, economizamos água e isso impede que nasça mato na horta. Já a consorciação é o casamento de duas plantas. Isso protege o solo e diminui as pragas”.

De acordo com a professora Roberta Sara de Sousa Matos o projeto está vigente desde 2012 e tem gerado resultados positivos.

“Os estudantes desenvolvem a coordenação motora e a concentração, aprendem noções de matemática, na hora de medir os canteiros, português, por meio de novas palavras, compreendem a importância da consciência socioambiental, da alimentação saudável e do respeito pela natureza e pelo trabalho do do agricultor”, ressalta. A professora concluiu explicando que um dos vários pontos positivos do projeto é o acesso dos alunos a um ensino que perpassa o Currículo da Educação Básica.

“Estamos felizes com os resultados obtidos. O projeto tem sido instrumento de assimilação de conhecimentos interdisciplinares, tem aumentado o interesse dos alunos pelos conteúdos e a frequência escolar, incentivado a produção de alimentos saudáveis para complementar a alimentação escolar e trabalhado questões de gestão ambiental como, a separação e a reciclagem do lixo, preservação do ambiente escolar, da comunidade e o melhor, eles levam esse conhecimento adiante”. EC Basevi aposta em horta comunitária para incentivar a educação ambiental como, a separação e a reciclagem do lixo, preservação do ambiente escolar, da comunidade e o melhor, eles levam esse conhecimento adiante”

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