Por Bia de Lima

O ano de 2019 se encerra com gosto amargo nas mesas dos/as servidores/as públicos/as do Estado de Goiás. Um tempo que outrora reunia a família para as comemorações fraternas tornou-se palco de discussões políticas acerca da retirada de direitos e do discurso do governo Caiado, que centrou esforços em colocar a opinião pública contra os/as servidores/as honestos/as e dignos/as do nosso Estado.

2019 foi um ano de muitas lutas. No fim de dezembro, servidores/as públicos/as, em especial os/as da Educação convocados/as pelo SINTEGO, montaram acampamento na Assembleia Legislativa de Goiás (Alego), para lutar contra as propostas governamentais. Os/as trabalhadores/as ocuparam as galerias e acompanharam atentamente todo o trâmite que previa a retirada de direitos historicamente conquistados.

No entanto, após muitas manobras, os/as deputados/as Estaduais aprovaram os Estatutos do Magistério e do/a Servidor/a, retirando a licença-prêmio e o quinquênio dos/as servidores/as. Aprovaram ainda a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) da Reforma da Previdência Estadual, que retira dos/as servidores/as públicos/as, em especial da Educação, a possibilidade de uma aposentadoria digna.

Juntamente com outros sindicatos das categorias prejudicadas, o SINTEGO já se organiza e mobiliza para enfrentar essas e outras possíveis políticas nefastas deste governo cruel. Nesse sentido, o Fórum em Defesa dos/as Servidores/as e Serviços Públicos do Estado do Goiás, do qual o SINTEGO faz parte, por meio do SINDIPUBLICO, teve um pedido de tutela provisória de urgência acolhido pela justiça no último dia 02/01.

Foi determinada a suspensão da Emenda da Previdência até o julgamento, em definitivo, da ação civil pública principal ou até a promulgação da PEC Paralela em âmbito federal (PEC 133/2019). Enquanto a emenda está suspensa, prevalece a legislação que anteriormente estava em vigor.

A aprovação desses projetos na Alego consolida o pacote de maldades proposto pelo governo Estadual, que não efetuou o pagamento do reajuste do Piso de 2019 para 97% da categoria, numa manobra maldosa para destruir a carreira do Magistério.

Mais uma vez a carreira dos/as trabalhadores/as em Educação de Goiás foi achatada, já que o pagamento do reajuste foi realizado para apenas 3% dos/as profissionais.

A categoria da Educação sofre de todos os lados. As progressões não foram assinadas, a Data-Base dos/as administrativos/as ainda não foi paga, sendo que muitos destes profissionais recebem menos que um salário mínimo. Um absurdo!

As perdas foram muitas! Mas 2020 convoca-nos, enquanto classe trabalhadora, a nos fortalecer ainda mais, para fazermos a resistência e travarmos coletivamente todos os enfrentamentos que estão por vir!

O SINTEGO seguirá lutando bravamente pelos/as trabalhadores/as da categoria. Temos muitos desafios pela frente: seguiremos na luta pelo reajuste do Piso para todos/as, pelo pagamento da Data-Base, pela assinatura das progressões, pela garantia do quinquênio, da licença-prêmio e do nosso direito de aposentar. Precisamos ter nossos direitos garantidos, resguardados e cumpridos!

#SINTEGONALUTA

Bia de Lima – Presidenta do SINTEGO

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